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. . : : e t i c a t : : . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . e t h i c a l . . f a s h i o n ! Livro Design e Território (e uma breve leitura pela moda ética)
Esse é um dos livros que ficam em cima da minha mesa lá na "Raiz da Terra - Brazilian Nature Wear". É bem útil para pensar e conceber um produto (no nosso caso, produto de moda) menos colonial, isto é, respeitoso com a origem brasileira e menos pautado em conceitos/formas/tendências/inspirações/cores européias e americanas. Lembro que há alguns meses, quando li, discuti algumas coisas com meu chefe, como a estrela de valor, que facilitou a visualização da dimensão dos valores de nossos produtos.
Podemos perceber aí na estrela que quatro de suas pontas são as mesmas da pirâmide da sustentabilidade (ambiental, econômico, social e cultural). Outro conceito muito bacana apresentado no livro, e que é uma verdadeira "mão na roda" de micro e pequenas empresas, nas quais é difícil visualizar processos, é a cadeia de valor. Abaixo, algumas cadeias dos processos que selecionei da net e que remetem ao universo das confecções de moda.
A seguir, um artigo sobre o livro, disponível em: http://abcdesign.com.br/teoria/design-e-territorio-valorizando-as-qualidades-dos-produtos-locais/
13/07/2009 artigo por Lia Krucken Ao tomarmos um bom vinho francês ou italiano experimentamos uma qualidade ligada a um território, a uma nação e a tradições incorporadas pela sociedade ao longo dos anos. A França e a Itália são importantes referências na promoção do reconhecimento de seus produtos, investindo fortemente em ações de conscientização do consumidor, no fortalecimento da imagem destas mercadorias e dos territórios de origem e no desenvolvimento de serviços relacionados, como hotéis e restaurantes. Não por acaso, muitos produtos franceses e italianos têm reputação tão positiva. Para exprimir essa ligação entre o produto, o território e as pessoas que o produzem, o francês usa o conceito de “produtos do terroir”. Terroir é um território caracterizado pela interação com o homem ao longo dos anos, cujos recursos e produtos são fortemente determinados pelas condições do solo, do clima e culturais. O termo que mais se aproxima na língua portuguesa seria “produto local”. Observamos, também, uma crescente tendência desta valorização no Brasil, como no caso dos famosos Doces de Pelotas, da cachaça de Luís Alves e de Salinas, do Café do Cerrado Mineiro, dos vinhos do Vale dos Vinhedos e do queijo do Serro em Minas Gerais, além de diversos outros produtos que trazem em si características dos territórios de origem e das comunidades que os produziram (Fig 1.).
Fig. 1. O produto é parte do território e da comunidade que o produziu.
Mas o que realmente diferencia estes produtos? Porém não basta um produto ter alta qualidade; é preciso que seus atributos sejam percebidos com sucesso. Ao escolher um produto, as pessoas buscam informações que possibilitem rastrear e identificar suas qualidades. O design pode contribuir significativamente neste contexto, buscando formas para tornar visível à sociedade a história por trás dos produtos. Contar a “história do produto” significa comunicar elementos históricos, culturais e sociais associados, possibilitando ao consumidor avaliar e apreciar o produto de forma mais ampla - considerando, por exemplo, os serviços ambientais embutidos no próprio produto. O consumidor consciente pode se perguntar, por exemplo: Como os recursos ambientais foram utilizados na produção? Qual impacto ambiental, social e econômico deste produto? Essa produção ativa o território de origem, preservando e valorizando saberes tradicionais? Ao incorporar esses valores no design de produtos, serviços e embalagens, o designer pode contribuir para a adoção e a valorização de práticas sustentáveis na produção, na comercialização e no próprio consumo (Fig. 2).
Figura 2. A qualidade ampliada envolve o produto, o território e as relações entre produtores e consumidores. Para que a comunicação esteja alinhada à mensagem que se deseja transmitir é essencial considerar alguns aspectos, como reforçam Krucken e Trusen (2009):
Ao escolher um produto, valorizando as tradições que neles estão embutidas, o consumidor torna-se parte desse ritual de produção e consumo, que começa na terra e continua nas nossas mesas. É importante considerar que a qualidade do território, que está presente no produto, também se estende ao consumo. O consumidor pode resgatar sua ligação com a terra, escolhendo e promovendo produtos, apreciando e dando continuidade aos seus significados. Para brindarmos com um bom vinho, por exemplo, foi necessário as uvas fossem selecionadas, cultivadas, processadas. Foi necessário colhê-las, produzir a bebida, envasá-la, rotulá-la, transportá-la até chegar a nós. Sem contar, a chuva, o sol e o conhecimento que foram precisos para resultar na qualidade do vinho. Às vezes, na correria do dia-a-dia, não percebemos o conjunto de elemento que um “simples” brinde carrega. É, apreciar a qualidade, exige competência: requer tempo para ser produzida e apreciada. Em outras palavras, precisamos lentificar os tempos e os modos nos quais nos relacionamos com as pessoas, as lugares e aos bens. Já existe um movimento nesse sentido: Slow Food. Afinal, a comida sempre foi, ao longo da nossa existência, um grande motivo para reunir pessoas, conversar e apreciar as coisas boas da vida. O design - como um importante aliado na busca pela qualidade de vida - pode contribuir efetivamente no desenvolvimento e na comunicação de soluções inovadoras e sustentáveis, aproximando produtores e consumidores, dando transparência e fortalecendo os valores que perpassam a produção e o consumo. Lia Krucken é autora do livro “Design e território: valorização de identidades e produtos locais”. É doutora em Eng. de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina, com pesquisa junto ao Politecnico di Milano. É professora na Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais. Morou na França e na Itália e vem trabalhando com a valorização de produtos locais desde 1999, no Brasil e no exterior. Organiza workshops e realiza projeto com comunidades, visando valorizar produtos e territórios. Atualmente mora em Belo Horizonte. contato@designterritorio.com Para saber mais: - O livro Design e território: valorização de identidades e produtos locais, publicado pela Nobel, apresenta o design como um grande aliado na valorização de identidades, produtos e territórios, trazendo estudos de casos e experiências no Brasil, na Itália e na França. http://www.editoranobel.com.br/detalhepro.asp?produto=2016290 - Conheça o movimento internacional Slow Food: Nascido na Itália, este movimento tem como propósito proteger e valorizar os produtos locais, bem como a sociobiodiversidade que os originam. Contribui, desta forma, para a proteção e a valorização da identidade e da sustentabilidade dos territórios e das suas populações. www.slowfoodbrasil.com - KRUCKEN, L.; TRUSEN, C. A comunicação da sustentabilidade em produtos e serviços. In: DE MORAES, D., KRUCKEN, L. Design e sustentabilidade. Coleção Cadernos de Estudos Avançados em Design, Belo Horizonte: EdUEMG, 2009. Disponível para download: www.tcdesign.uemb.br Bom, na moda ética, nós temos o conceito de slow fashion, que a Kate Fletcher, maior referência na área de moda sustentável, vem estudando nos últimos anos.
Há um artigo razoável que menciona o slow fashion, em português, de Janine da Silva Michel, intitulado "Construção da identidade regional como estratégia competitiva", disponível em: http://www.t-chic.com.br/arquivo/Construcaoidentidaderegional.pdf Por fim, vejamos esse último esquema do sistema da moda, considerando a reciclagem e a reutilização.
Escrito por Lu Duarte às 00h57 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Diário de bordo: um ensaio sobre o divertido e kafkaniano Minas Trend Preview, tecelagem com restos de tecido, Ematex, livro de algodão orgânico e mais uma verdade sensacional sobre a malha de bambu Ontem, fui ao Minas Trend Preview, que é o equivalente mineiro de São Paulo Fashion Week e Fashion Rio, mas num esquema de cruise collection. Boa parte das pessoas envolvidas na cadeia de confecção que estava presente no evento, usava crachás fakes, como de "comprador" ou "imprensa". Ou seja, apesar da burocracia de leitor de códigos de barras, seguranças, um aranzel pra fila de cadastro e talz, é superfácil entrar no evento sem ser convidado. É só preencher qualquer coisa lá: eles não conferem identidade pessoal, CNPJ da empresa/loja, nada. Parece brincadeira, parece "O processo" do Kafka, só que fashion. Eu circulei como lojista de Pouso Alegre, de Uberlândia, namorada de lojista, amiga de lojista, enfim, vários personagens com o crachá de "comprador" Bom, eu nunca tinha ido, e tinha uma expectativa em ver pessoas "bacanas", vestidas na vanguarda, etc. Fiquei frustrada pelo povo. Nada de extraordinário, salvo umas poucas figuras. O mineiro é realmente conservador e casual, mesmo empetecado de vestido coquetel e salto. É tudo muito previsível. Eu também tinha muita expectativa em ver as roupas da Auá, que tanto admiro Sobre o inverno 2010 que vi por lá: muito rosè pálido, seco e tons nudes, pastéis; quase nada de marrom (que era pra entrar neste inverno, mas as malharias ainda estão nos empurrando os cinzas mesclas); poucas onças e padronagens de bichos; jacquard; pouco moletom; peças mais leves; a maior parte das jaquetas e casacos com o zíper desestruturado, na diagonal; modelagens mais amplas; pouca coisa acinturada... Foquei o olhar e a memória no vestuário, mas havia bijuterias, jóias e acessórios. O evento também é bem fora de mão. Acontece na Grande BH, no Alphaville, Lagoa dos Ingleses, um híbrido de The O.C. com pombais. Isso porque as casas de Luxo lá são todas projetos arquitetônicos idênticos! Não entendo condomínio exclusivo com projetos arquitetônicos repetitivos, massivos. Acho que é um novo conceito de morar. Dizem que nas favelas, os barracos são cheios de tecnologia das Casas Bahia e do Ricardo Eletro por dentro, mesmo por fora sendo bem parecidos. Não sei ao certo por que isso acontece em classes opostas, mas é fato considerável. Talvez, nós, da moda, precisemos pensar em roupas com recursos internos, segredos e exclusividades que só os usuários saibam... Enfim, o luxo de ter algo que só vc. sabe, quem sabe um underwear inusitado, uma estampa exclusiva, um bolso invisível, um compartimento secreto, bolsos atoalhados, etiquetas e aviamentos internos... Reza outra lenda que é no avesso, no lado de dentro, que se vê o valor de uma peça. Adoro esses conceitos de arquitetura misturados a moda, viajei muito nas idéias com uma amiga arquiteta no feriado... Bem, resumo e moral da história: foi ótimo ter ido só um dia no Minas Trend Preview.
E hoje, foi um dia bem proveitoso. A chefe de produção está sendo uma verdadeira mãe profissional comigo Depois, fomos na Ematex, que não tem nada de ecológico, mas que é a salvação da lavoura (=preço bom + qualidade). Recomendo o fornecedor! Ematex: http://www.ematex.com.br/
"Sustainable cotton on the shelves" Livro sobre algodão orgânico, com altas informações interessantíssimas! Algumas coleções depois do lançamento da malha de bambu e finalmente as malharias estão começando a entender o recado do mercado. Explico: a malha de bambu, apesar do processo e apelo ecológico, não é sustentável. Explico mais: ser ecológico não significa ser sustentável. Afinal, a malha de bambu requer agulha especial, estica pra costurar, pica (faz furinho), não pode ficar pendurada por muito tempo na arara (porque deforma); por ser chata de costurar, as facções não gostam (logo, limita a produção), dá bolinha (é verdade! dá bolinha sim com o uso; não acredite no representante que diz o contrário), não se trata de fio de alta torção, não aceita certas estampas (por causa do processo térmico), além de custar quase o dobro que um tecido com toque e caimento quase equivalente (exemplo a visco lycra e a visco crepe que são semelhantes a visco bambu). Affiniti Berlan: http://www.berlan.com.br/site.htm Un.i: http://www.unilingerie.com.br/uni/site/home/home.asp Escrito por Lu Duarte às 23h46 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Pingado Já vestiu café com leite??? Fibra de café
Apesar de orgânico, o pó de café é dificilmente reutilizado ou levado a locais apropriados para reciclagem. Pensando em aproveitar este material, que normalmente se mistura ao lixo comum, a Singtex criou um tecido a partir das sobras de café. O pó de café deixado nos filtros após a produção da bebida é transformado em roupas esportivas que chamam atenção pela inusitada confecção com o tecido chamado de S.Café. Com um processo similar ao da utilização de bambu em roupas, a ideia foi pensada há quatro anos pelo diretor geral do grupo, o taiwanês Jason Chen, e cientistas. "Nós somos os pioneiros nesta tecnologia e estamos orgulhosos por nosso esforços poderem contribuir. Usamos um processo patenteado que transforma a borra de café em fios S.Café, que então produzem em muitos estilos de malhas e tecidos” Singtex. Com secagem rápida e proteção contra raios ultravioletas, o tecido de café tem o apoio de grandes empresas na hora de coletar a sua matéria-prima, como a Starbucks, cafeteria internacional que contribui com cerca de 400 quilos de pó usado todo mês. Além das peças leves e confortáveis da linha orgânica S.Café, a empresa também investe na produção de roupas com malha PET e feitas com fibra de coco. Taiwan, Estados Unidos, Japão e China são alguns dos países que já recebem mercadorias feitas com o tecido que além de ser fresco, tem um controle de odores. Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/novos-tecidos-conheca-a-fibra-de-cafe Mais infos em: http://www.singtex.com/products.aspx, http://www.scafe.com.tw/ Leite
A tecnologia atrelada à inventividade tem gerado bons resultados para uma vida mais sustentável. Novos produtos, novos conceitos e novas formas de gerar e gastar energia vêm movimentando o mundo e abrindo os olhos das pessoas para uma nova postura social, mais responsável, consciente e prática. No vestuário, não poderia ser diferente. Tecidos inteligentes, reciclados e fibras naturais chegam às prateleiras com mais frequência, mudando o olhar do consumidor para um olhar de conhecedor. Um grande exemplo foi dado pela designer Dolores Piscotta. Manteiga, leite e queijo. O que mais pode ser feito com leite? Com criatividade e tecnologia, meias e blusas! Inacreditável? Conheça o trabalho inovador de uma designer trabalhando com tecido produzido a partir das fibras do leite de vaca.
De leite, porém salgada: As blusas custam uma faixa de R$ 220,00 e deixam o tecido com um preço salgado / Foto: Divulgação "É quase igual ao nylon ou seda, mas é puro leite" diz Piscotta. A coleção criada pela designer tem roupas e acessórios (disponíveis para venda no site da empresa) feitos com o especial tecido, que é conseguido através de um processo químico. Para criar a fibra, o leite líquido é desidratado e as suas proteínas são extraídas e em seguida dissolvidas em uma solução. Para finalizar, estas proteínas são colocadas em uma máquina que as une, transformando-as em um extenso fio. Cerca de 100 quilos de leite desnatado são necessários para fazer 3 quilos da fibra, razão pela qual o tecido ainda não decolou. No entanto, o material tem potencial: não possui corante, permite maior respiração da pele, contém aminoácidos benéficos para quem usa e é tão confortável e elegante quanto a seda. Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/novos-tecidos-conheca-o-fio-de-leite Dica: Marlova Escrito por Lu Duarte às 08h14 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Química na UFMG: sequestrador de carbono Estou orgulhosíssima!!! Meu ex-orientador na UFMG (projeto "O desenvolvimento de compósitos a base de pó de osso bovino como material alternativo sustentável aplicado ao design de jóias" - ufa, que título looongo!), Geraldo Magela de Lima, desenvolveu um sequestrador de carbono que captura até 40% desse vilão das emissões em indústrias. Um gênio!!! Material é capaz de impedir que CO2 produzido na indústria seja lançado na atmosfera e contribua para o aquecimento global Fonte: http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/5896-ufmg-desenvolve-cermica-que-captura-gs-carbnico Geraldo Magela de Lima: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4785903T0 É... se eu não estivesse trabalhando na empresa de moda ética, fazendo o que sou apaixonada, estava ainda no laboratório, vivenciando essa conquista. Às vezes, na vida, a gente só tem boas escolhas a fazer... Estou muito feliz pela turma do lab.! E, pra não dizer que eu não falei em moda, reparem só no modelito que eu usava no laboratório! Estava literalmente vestida para matar, com as luvas cheias de base! Lembro que nesse dia, do meu aniversário, 26/11/2008, eu já tinha sido chamada pra trabalhar na Raiz da Terra, e resolvi fazer um encontro bem legal, de aniversário-despedida lá na química. Foi a primeira vez que cortei o bolo sem fazer pedido, só tinha que agradecer. Eeee nostalgia boa! (Tinha um pesquisador gringo lá, o Jimmy, que me chamava de "Green lady"...) Taí então, o Geraldo, que aprendeu com o Einstein! Escrito por Lu Duarte às 00h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] OFF TOPIC: Inscrições abertas para o iF Concept Award 2010 Estão abertas as inscrições para o iF Concept Award 2010 por intermédio do programa Design Excellence Brazil (DEBrazil). Podem participar do prêmio europeu, estudantes de design, arquitetura, engenharia e marketing ou profissionais formados nessas áreas nos últimos dois anos. Este ano, os projetos devem ser inscritos nas seguintes categorias: time to market – projetos que tenham a pretensão de serem comercializados; desenho industrial; moda; comunicação/multimídia; arquitetura e design de interiores; design universal. Os participantes concorrem ainda a prêmios em dinheiro. No total são distribuídos 30 mil euros. Em 2009, o programa teve 144 inscritos e quatro brasileiros foram premiados com o selo iF Concept Award, um deles recebeu prêmio em dinheiro. Coordenado desde 2007 pelo Centro de Design Paraná, o DEBrazil é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O programa organiza a participação dos estudantes no iF Concept, oferecendo orientações e apoio no envio do material solicitado para a Alemanha. O regulamento do prêmio encontra-se no site www.designbrasil.org.br/debrazil. Escrito por Lu Duarte às 23h32 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Uma mão lava a outra (e as duas lavam a cara...) União no setor têxtil De concorrentes a aliados. É assim que 10 empresários do setor têxtil de Guaranésia, Sul do estado, estão reduzindo os custos de matérias-primas. Eles conseguiram descontos de até 28% nas compras em conjunto por meio da Central de Negócios Tece Bem, que será inaugurada na próxima sexta-feira (6/11). Escrito por Lu Duarte às 23h28 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Agenda verde
2º Simpósio Brasileiro de Design Sustentável quando? 05-06/11; inscrições até 05/11 onde? Universidade Anhembi Morumbi, SP-SP quem vai de palestrantes? Jan Carel Diehl; Carlo Vezzoli; Cyntia Malaguti ; Rejane Spitz; Mugendi M'Rithaa; Dr Stuart C Warden; Lia Krucken; Fernanda Martins obs.: material gratuito disponível no site a partir de 06/11: http://portal.anhembi.br/sbds/
Vem aí a 3ª Conferência Global sobre Sustentabilidade e Transparência da Global Reporting Initiative. O evento, considerado um dos mais importantes na área de responsabilidade social corporativa no mundo, será entre 26 e 28 de maio de 2010 em Amsterdã (Holanda), com o tema "Repense, Refaça, Relate". Site: http://www.amsterdamgriconference.org/ Escrito por Lu Duarte às 14h57 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Algodão com fibra de inox / Cotton-inox +++ Istambul Fashion Days
Essa ecobag é da "UMA por Raquel Davidowicz", feita de algodão com fibras de inox, com aspecto amassado. Cotton-Inox
Detailed product description: % 55 cotton, raw, Ne60 / 2 (product origin Turkey) % 45 Inox / 50 micron inox (product origin Germany) TPM 450, 'S'Final no: Ne 1 / 18Bobbin KG: 0, 750Offering FOB Istanbul / TurkeyStock serviceAvaliable all counts of cotton and 35 or 50 micron inox. Applications: weaving, circular knitting, knitwear, twisting. Fonte: http://www.himfr.com/d-p112169568306887625-Cotton_Inox/ Fonte imagem: scaneada do livro Ecobags, da Lilian Pacce. Bom, taí uma resposta made in Germany e made in Turkey. Aliás, a Turquia está se fortalecendo na moda. Há pouco tempo fizeram seu primeiro Fashion Week internacional... Abaixo uma compilação de matéria publicada na Ilustrada (Folha de São Paulo), em 04/09/2009, por Alcino Leite Neto e Vivian Whiteman na coluna "Última Moda".
A Turquia saiu do armário. Um dos pólos têxteis mais importantes do mundo, o país ultrapassou os limites dos parques industriais e deu as caras na passarela com a primeira Istambul Fashion Days, a já bastante promissora semana de moda turca. O evento, que aconteceu em Istambul entre os dias 26 e 29 de agosto, é uma iniciativa do governo turco, em conjnto com associações do setor, para criar um núcleo de design no país - que conta com uma grande estrutura de fábricas voltadas à produção de roupas, tecidos e acessórios. Muitos fashionistas viciados nas grifes de Paris e Milão não sabem que peças de grifes como Armani, Dolce & Gabbana e Gucci são feitas na Turquia. "Somos o segundo maior fornecedor de roupas para a Europa e o quarto maior do mundo. Produzimos da fibra ao aviamento, temos mão-de-obra especializada e uma posição geográfica fantástica. Agora, com a semana de moda, queremos fortalecer a imagem do nosso design", afirma Hikmet Tanriverdi, diretor do Itkib (Istambul Textile & Apparel Exporters' Association), associação que controla as exportações do setor têxtil, responsável por 17% do total das vendas da Turquia ao exterior. (...) Algumas das 21 grifes do Istambul Fashion Days são veteranas do mercado local, caso de nomes como Gizia, Arzu Kaprol e Hakan Yildirim. Sem negar a pegada oriental, carregada de certo exagero autêntico, sensual e delicioso, esses designers e marcas mais escolados não caíram na armadilha da cópia europeizada que prejudicou grifes menos experientes, sobretudo as de moda jovem. Entre os looks mostrados na passarela, o ponto alto foi a grande variedade de vestidos vapororsos, feitos em sedas finíssimas e outros tecidos de encher os olhos. Frescos, elegantes e cheios de presenmça, esses looks dão pistas daquilo que o mundo pode vir a conhecer como o "estilo" da Turquia. Itkib: http://www.itkib.org.tr/ Escrito por Lu Duarte às 08h25 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O novo conceito de luxo Palestra “O novo conceito de luxo” por Carlos Ferreirinha, diretor da MCF Consultoria em Negócios de Luxo, ex diretor para América Latina e ex presidente no Brasil do grupo LVMH – Louis Vuitton Möet Henessy. Congresso Internacional de Decoração e Design AMIDE 2009, 16 e 17/09. Abaixo, segue o que transcrevi da palestra desse cara, que é um dos maiores entendedores de luxo do nosso país.
o Design como experiência própria
Escrito por Lu Duarte às 11h36 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Diário de bordo: estilista e/ou fashion designer Taí, eu no showroom da empresa, a Raiz da Terra, num momento de reflexo, de imagerie, do prazer e da necessidade de se ver por fora, ver pura aparência. Sair de si mesmo como forma de chegar a saber quem é, parafraseando José Saramago em "O conto da ilha deconhecida" - "se não sais de ti, não chegas a saber quem és". Aí estou do lado de dentro da imagem. A aparência como caminho para chegar na essência. Moda.
Escrito por Lu Duarte às 00h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Luxo, Amazônia, neoclassicismo e moda O LUXO E A AMAZÔNIA Há tempos me pergunto qual o motivo que ainda não temos marcas Brasileiras de prestígio mundial com o tempero do nosso mais estimado e desejado produto: AMAZÔNIA. O mundo quer acessar esta região do nosso País. O efeito que este nome exerce em todas as pessoas e em todas as partes do mundo, é fenomenal. Imaginem cosméticos, frutas, alimentos em geral, perfumaria, acessórios... todos pegando carona na surpreendente diversidade cultural desta região do Brasil... encantamento, sedução, curiosidade... aspectos necessários para a construção de marcas. Definitivamente, ainda temos um caminho de enormes possibilidades e oportunidades. A Amazônia da Zona Franca de Manaus e do espetacular festival de Parintis porém, deixou de ser somente uma região de início ou final do Brasil. O desenvolvimento visto nos últimos anos, além de superar expectativas, já surpreende também por se movimentar na área do consumo do Luxo e Premium. Restaurantes, cafeterias, incorporações imobiliárias, revistas especializadas e hotéis já planejam a abertura de operações ou há o movimento de renovação do que já existe no mercado, pautado a partir da perspectiva do Luxo. Vale ainda considerar a informação divulgada pela empresa JHSF, responsável pelo admirável projeto Cidade Jardim em São Paulo, sobre a abertura do primeiro Shopping de Luxo a ser aberto na região Norte do Brasil... Manaus. O Ariaú Amazon Towers já foi incluído na lista dos 10 hoteis mais invulgares de luxo do mundo mas há também o Jungle Palace, o Anavilhanas Jungle Lodge, o Acajatuba Jungle Lodge e a Pousada Uacari. Exercícios determinantes para posicionar a Amazônia com um destino importante para o Turismo de Luxo no mundo. Em resposta ao crescimento internacional de turismo de aventura e ecológico, pousadas vêm surgindo em toda a região, nos últimos quatro ou cinco anos. E o número de hotéis deve crescer ainda mais. O mais ambicioso é um complexo de 102 quartos que está em construção na estrada para Novo Airão, pelo grupo hoteleiro francês Accor. O empreendimento será o primeiro hotel de uma cadeia de luxo internacional localizado efetivamente na selva; o grupo Hilton também anunciou planos para construir um complexo de lazer ecológico de 196 quartos perto de Novo Airão. Empreendimentos como estes, irrigam a possibilidade de uma série de outros. Será natural o desdobramento em gastronomia, carros, residências, serviços em geral. Crescimento! E ainda temos na Amazônia a imensidão da água, favorecendo uma ilimitada oportunidade para atividades marítimas ou aquáticas. Quem sabe um dia a Amazônia abrigará uma filial da cidade aquática que está sendo inaugurada em Dubai? O rio Amazonas já está recebendo navios de luxo, como aqueles tradicionais que fazem cruzeiros no Caribe desde o impressionante Royal Princess até o de navegação incluiu a visita à Floresta Amazônica em roteiros que se iniciam no Caribe, nos Estados Unidos ou na Europa. Cruzeiros de luxo freqüentam a Amazônia há tempos mas, o número de visitantes tem se multiplicado. A chegada desta classe turística é uma boa notícia para o turismo na Amazônia. Há uma percepção que o Caribe se encontra saturado, com isso ganha o Brasil. A atividade e o consumo do Luxo cresce no mundo... cresce no Brasil... e agora também cresce na Amazônia. Novos tempos!
Fonte: http://www.mcfconsultoria.com.br/material/artigoAmazonia.pdf Abaixo, uma imagem do Teatro Amazonas, "marco zero" da instituição do luxo no Amazonas. Vamos lembrar da época gloriosa do ouro branco, como era conhecida a borracha...
Esse prédio é neoclássico (pertencente ao ecletismo historicista), bem à moda de boa parte dos prédios em Belo Horizonte, que adoro observar... Lembro de um amigo brasiliense, me levando pra conhecer Brasília e apresentando os prédios de Niemeyer, bem como os seguidores de sua arquitetura, até que chegamos ao "Pontão do Lago Sul", um lugar fino. E meu amigo disse sobre essa arquitetura neoclássica: "isso aí é uma cagada arquitetônica que fizeram". Lógico, pois não tem base o neoclassicismo em Brasília, que não viveu essa época. O curioso é que o neoclassicismo, essa coisa neo-burguesa à la Daslu, é uma praga, uma erva-daninha que se alastra em nossos tempos atuais como um símbolo de status, de luxo. Mas, vamos pensar em como podemos trazer a identidade Amazônica e o conceito dessa floresta tropical biodiversa para a concepção de um produto de moda genuinamente brasileiro e dentro do conceito de luxo. (Ufa! que parágrafo extenso!). Bem, eu vejo duas possibilidades no desenvolvimento desse produto luxuoso de moda e emblemático do "conceito Amazonas":
Naturalmente, os dois caminhos podem coexistir. Acho que o tecido Amazontex, que usamos lá na empresa, a Raiz da Terra, é simbólico disso. Claro que estou falando apenas de uma matéria-prima; nós todos sabemos do couro vegetal (essa balela...), de roupas que captam raios solares em energia, dentre outros diamantes e cascalhos. No mais, a Amazônia em si é um luxo pelos seus aspectos imateriais (de cultura indígena, etc.) e materiais, como a água e toda a biodiversidade pouco conhecida.
Malha elaborada com fios naturais e refinados, associados ao acabamento Amazontex, que tem como base a manteiga extraída das sementes do Cupuaçu. Possui um toque muito macio, é antialérgico e trata e protege a pele contra os raios nocivos do sol. Escrito por Lu Duarte às 00h10 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Agenda em BH Minas Trend Preview: 4 a 7 de novembro, http://www.fiemg.org.br/Default.aspx?alias=www.fiemg.org.br/mtp O "Preview", como é carinhosamente chamado o evento entre a turma fashion, é uma espécie mineira de SPFW, mas num calendário de cruise collection. Esse ano, eu vou. Design & Identidade: 20 de novembro, na Escola de Design da UEMG. Em breve, maiores informações. Aguardem! 5º Seminário de Educação Ambiental: 27 e 28 de novembro, http://www.ed.uemg.br/outros/eventos/5-seminario-educacao-ambiental A cada edição, fica melhor o formato do evento. Nesta, podemos enviar pôster. Novamente, irei. Escrito por Lu Duarte às 05h30 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Privalia Excelente dica que uma amiga minha acabou de passar! Trata-se do site Privalia, um Clube Privado online que organiza, em exclusividade para seus sócios, vendas pontuais de produtos de primeiras marcas de moda, esporte, acessórios, lar, etc. com descontos de até 70% em relação aos preços das lojas. Mas só vale o acesso por "apadrinhamento", o "QI de quem indicou". Privalia: http://br.privalia.com/static/whoweare Escrito por Lu Duarte às 02h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Curso de história da moda
Escrito por Lu Duarte às 07h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Pra quem acredita em ética made in China... Best practices in factory training in China: Contributing to more worker participation in the improvement of working conditions Escrito por Lu Duarte às 15h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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