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novo blog de moda ética: http://lucianaduarte.wordpress.com/



Novo blog!!!!!

Finalmente!!!!!! Devagar Muito feliz

O novo blog Eticat saiu do UOL e migrou para o Wordpress. Infelizmente não deu pra manter o nome "eticat" (mistura de ética com cat, de catwalk, passarela, ou seja, algo como "ética na passarela"). Mas, por incrível que pareça surpreso, nenhuma Luciana Duarte havia ainda "dominado" um blog com sua própria "denominação". Resultado: o novo blog sobre moda ética está no endereço: http://lucianaduarte.wordpress.com/ Bem humorado

Ainda estou aprendendo a mexer direito com todas as ferramentas novas, mas já está ficando legal Convencido, creio eu! Só lamento não ter todos esses emoticons simpáticos Alegre para expressar todo o meu "calor humano", por assim dizer, ehehehe Bobo.

Bem, foram oito anos blogando no UOL, e nesse tempo todo a plataforma UOL mudou pouquíssimo, sendo que a internet mudou DEMAIS: do mirc e do ICQ, fomos para MSN, orkut, facebook, youtube, twitter. A comunicação virtual agilizou-se, mas neste espaço as coisas continuaram quadradas, limitadas. Indeciso Digo isso, mas sem "cuspir no prato em que comi". É uma crítica construtiva, esse projeto do UOL Blog precisa ser revisto. Bem humorado

Em compensação o Wordpress é tão legal!!! Apaixonado Uma leitora do blog, a Marlova, e o meu namorado, Ravi, haviam sugerido tal plataforma. Depois de tentar o eticat no Blogspot (tão chinfrin, que fiz e deletei), mudei de vez pro Wordpress....

Pois é, eu sei que estou esticando o assunto... Mas é que, AH! aborrecido, é o último post aqui no Eticat.zip.net (tão sonora a pronúncia...) e eu estou relutando em desapegar... Triste É como mudar de uma casa cheia de histórias pra um espaço vazio, desconhecido, sem visitas.

Ai, ai, ai.... Mas vamos lá! Bola pra frente! Ou, como me diria um amigo querido: sempre avanti!!!Na correria

SorteSorteSorteSorte http://lucianaduarte.wordpress.com/ SorteSorteSorteSorteSorteSorte

blog sobre moda ética, moda ecológica, moda sustentável, moda verde

Adeus, Eticat!!! Apaixonado



Escrito por Lu Duarte às 16h57
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Segunda satisfação

"Que puxa!"

Justo agora que o blog foi destaque numa revista e muita gente no país está visitando-o, ele empaca! {#emotions_dlg.undecided1}

Sinto que demoro em dar um novo endereço para este espaço. Se tudo der errado (um projeto digno, com um endereço próprio), mudo para o Blogspot.

Eu tenho tanta novidade para contar...!!! Já cantava Chico Buarque, "To me guardando pra quando o carnaval chegar".

Aguardem mais um pouquinho, por favor! {#emotions_dlg.cheerful}



Escrito por Lu Duarte às 12h09
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Mudança

Mais uma vez, estourei o limite de posts no blog. Tive que apagar uns pra poder escrever este. Estou deixando, então, a plataforma UOL, que não sustenta blogueiros tão ativos... Ainda não sei para onde vou levar o endereço do blog, mas em breve avisarei.

Qualquer informação que precisarem sobre moda ética, moda sustentável, podem me mandar um e-mail: lucianjung@hotmail.com

Mais em:



Escrito por Lu Duarte às 09h48
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Huis Clos e a Moda Ética

Hoje, vamos começar nossos estudos de moda ética observando a ecobag Huis Clos abaixo:

 

Ecobag Huis Clos (Fonte: livro "Ecobags" de Lilian Pacce)

A ecobag de Clô Orozco (ou melhor, de Sara Kawasaki, que assumiu o estilo da marca) é uma síntese do estilo da Huis Clos: a elegância da simplicidade.

Ela é feita de linho (que é um dos tecidos naturais mais antigos e nobres) e tem na modelagem uma forma assimétrica (as alças de diferentes tamanhos) que remete a uma maneira comum de carregar as sacolas plásticas (inserindo uma alça dentro da outra).

A ecobag leva um carimbo "Eu não sou de plástico", em referência a campanha homônima da Prefeitura de São Paulo, a qual, por sua vez, remete aos dizeres "I'm not a plastic bag" das ecobags de Anya Hindmarch, considerada a "mãe" dessa história toda de ecobags.

Huis Clos

Criada em 1977 por Clô Orozco, a Huis Clos (nome inspirado em uma peça do filósofo francês Jean-Paul Sartre) é conhecida pela moda "intelectual", que valoriza uma sensualidade nada explícita, marcada sempre pelo design mais limpo [sic] e pela escolha dos melhores tecidos. Em janeiro de 2008, depois de mais de 20 anos à frente da marca, Clô passou o bastão da criação para Sara Kawasaki, sua antiga assistente. Sara é formada pela Santa Marcelina e acumula no currículo trabalhos para a Cori e C&A.  (Fonte: Elle Brasil)

A última coleção da marca, apresentada na SPFW inverno 2010, foi uma das mais enaltecidas pelos jornalistas de moda (Alcino Leite Neto, Lilian Pacce, Erika Palomino) e editoras de moda das principais revistas (Vogue, Elle, L'Officiel).

Bem, do meu ponto de vista, a coleção em questão foi de fato uma joia rara do que chamamos de moda ética:

  • estilo atemporal (nada de "modinha");
  • cartela de cores neutras (praticamente só nudes, que combinam com tudo);
  • materiais de extrema qualidade (tecidos que durarão anos a fio);
  • bom acabamento das peças;
  • modelagens amplas (= democráticas, respeito aos diferentes tipos físicos);
  • roupas confortáveis (modelagem ampla + tecidos de toque suave, macio, deslizante, como cetim, lã, algodão)
  • uso de pele falsa (respeito aos animais);
  • referências históricas (inserção da roupa em um contexto cultural além da "moda pela moda")
  • referências a sensualidade e tropicalidade brasileira (uso do cetim, movimento das roupas no corpo, transparências)

Todos esses tópicos são diretrizes do design para a sustentabilidade no setor de moda. Veja o vídeo desse desfile magnífico, um dos meus preferidos:

Para saber mais sobre a Huis Clos, recomendo o livro abaixo:

 

Clo Orozco   (em Portugues)  (2008)
MODA BRASILEIRA

GARCIA, CYNTHIA

COSAC NAIFY

MODA

Preço de R$ 41,25 a R$ 55

Sinopse

A Huis Clos é uma das marcas com assinatura mais forte na moda brasileira. Sem cair em obviedades, o universo estético da estilista Clô Orozco é feito de sonho, construção e feminilidade. Em trinta anos de carreira, Clô segue fazendo as roupas que gostaria ela mesma de vestir, equilibrando universos opostos: o esporte feito com tecidos nobres; o feminino atenuado pelo masculino; o Ocidente e o Oriente; o bordado para usar de dia; o tecido de alfaiataria no vestido de noite. A edição é dividida em capítulos, de acordo com o estilo atemporal da marca: peças clássicas, casuais, preciosas, acessórios e detalhes. O livro reforça a coerência e as preferências da estilista, deixando claro como ela se manteve fiel ao seu universo particular.

Sites



Escrito por Lu Duarte às 16h45
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Ronaldo Fraga e a Moda Ética + Etical + RM Desenvolvimento

Continuando o post anterior,

depois que saímos da Livraria Scriptum, fomos conhecer a loja do Ronaldo Fraga, que é ao lado. O que nos chamou a atenção foi a vitrine: haviam vestidos-esculturas em metal. Dentro da loja, uma surpresa boa: fomos bem atendidos! Bom atendimento é tão elementar né... mas tão raro em certos tipos de lojas...

Fachada da loja do Ronaldo Fraga, na Rua Fernandes Tourinho, em BH, próxima ao Shopping Pátio Savassi

O que o Ronaldo Fraga tem a ver com a Moda Ética?

  1. modelagens confortáveis, que permitem a liberdade dos movimentos do corpo (os fashionistas gostam de dizer que a modelagem do Ronaldo atendem da criança ao idoso); tecidos naturais e/ou com toque suave, amaciados; peças bordadas que parecem ser únicas, exclusivas (ou seja, criam valor de estima, logo o consumidor demora pra descartá-las); transmitem as caracterísitcas essenciais da moda mineira (produto bem acabado, isto é, de boa qualidade; detalhes bordados / aplicados / agregados; um certo recato, decorrente da herança cristã).
  2. reza a lenda em Divinópolis-MG e dizem as más línguas da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que o Ronaldo Fraga copiou literalmente umas coleções (a do Drummond e a do Giz) apresentadas por estudantes de moda de faculdades aqui dos arredores. O assunto é sério e dizem que um estudante entrou com processo na justiça... Mas, eu não achei nada disso no Google. O fato é que, apesar da imagem de moda criativa, autoral e quase teatral do Ronaldo, algumas pessoas de confeccções do Prado (bairro pólo de moda de BH) comentam que ele é apenas um bom ilustrador de moda, um bom desenhista que aprendeu a desenhar com a ex-mulher, não um bom criador de moda... Isso não reflete a minha opinião (que de real, não sei de nada), só estou reproduzindo a fofoca...

Croquis do Ronaldo Fraga, coleção verão 2010. Essas roupas tem um trabalho de bordado encantador...

AH! Uma curiosidade! Bobo A Etical, 2ª maior empresa de etiquetas do país (a 1ª é a Haco) é que faz as etiquetas do Ronaldo Fraga.

E uma outra curiosidade! Em 2008, eu ganhei o primeiro lugar num concurso nacional de etiquetas, da Etical com a RM Desenvolvimento (do bureau de estilo da Renata Miranda, do Café Fashion), pagaram tudo pra mim em São Paulo (fiquei no hotel do Mega Pólo Moda, no Brás), ganhei dois mil reais e muita coisa boa! Alegre 

Aliás, a Etical tem uma linha de etiquetas ecológicas...

Para ler mais, recomendo o livro abaixo:

Ronaldo Fraga   (em Português)  (2007)
MODA BRASILEIRA

QUEIROZ, JOAO RODOLFO
/ BOTELHO, REINALDO
COSAC NAIFY

MODA           
R$ 55,00



Escrito por Lu Duarte às 23h06
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Livros: "não sujo, não rabisco, nunca trato um livro mal; minha professora diz que eu sou muito legal; mas na verdade o que eu sou... Maluquinho, Maluquinho, Maluquinho pelo livro..."

Hoje fui com meu namorado no lançamento de uns livros lá na Scriptum, uma pequena livraria (com ótimos títulos de moda, design e literatura) na Savassi. Foi bem legal, tomamos uma cervejinha Bêbado e tal... Mas, não comprei nenhum dos livros que estavam sendo lançados, embora tivesse ficado com vontade...

... Comprei foi o "Design de Moda - olhares diversos" Jóia (organizado por Dorotéia Baudy Pires; editora Estação das Letras, 2008, R$ 46,00), que tem vários artigos de moda e tal. Mas eu comprei-o especificamente por causa de um artigo excelente de moda sustentável, do Carlo Vezzoli. Depois comento mais - mas já estava de olho neste livro há um tempão...

Aliás, os próximos livros de moda sustentável que vou adquirir são:

  • Sustainable Fashion - Why now? - A conversation; HETHORN, Janet, editora A&C Black, 2008, R$ 167,58
  • Sustainable Fashion and Textiles; FLETCHER, Kate; editora Stylus Publlc, 2008, R$ 146,85
  • Eco Chic - The fashion paradox; BLACK, Sandy; editora Black Dog USA, R$ 79,90

Vale a pena importar pela Livraria Cultura, é a mais barata (para livros "de fora") na internet. Eu gosto bastante da Cultura, nunca tive problemas...

E, daqui a pouco duas grandes amigas vem aqui em casa, as duas "CDF" Bobo ehehe, fazendo doutorado na UFMG, uma na Química, a Paty, e outra na Letras, a Renata - essa é uma das organizadoras e autoras do livro abaixo, que eu ganhei autografado! Convencido 

A Vida Ao Rés-Do-Chão, Artes De Bispo Do Rosário Jóia

Organizador: COUTINHO, FERNANDA
Organizador: CARVALHO, MARILIA
Organizador: MOREIRA, RENATA
Editora: 7 LETRAS
Assunto: ARTES - TEORIA E HISTÓRIA
'A vida ao rés-do-chão' reúne os ensaios de pesquisadores de várias partes do Brasil, que pensam a arte de Arthur Bispo do Rosário. O artista passou grande parte da sua vida na Colônia Juliano Moreira, onde produziu peças com objetos oriundos do lixo e da sucata que, depois de descobertas, foram classificadas como arte de vanguarda.  


Escrito por Lu Duarte às 19h11
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Mas afinal, o que é Ética???

A palavra Ética é originada do grego ethos, que significa modo de ser, caráter. Através do latim mos (ou no plural mores), que significa costumes, derivou-se a palavra moral.[1] Em Filosofia, Ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade, e seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo - sociedade.

Define-se Moral como um conjunto de normas, princípios, preceitos, costumes, valores que norteiam o comportamento do indivíduo no seu grupo social. Moral e ética não devem ser confundidos: enquanto a moral é normativa, a ética é teórica e busca explicar e justificar os costumes de uma determinada sociedade,[2] bem como fornecer subsídios para a solução de seus dilemas mais comuns. Porém, deve-se deixar claro que etimologicamente "ética" e "moral" são expressões sinônimas, sendo a primeira de origem grega, enquanto a segunda é sua tradução para o latim.

A ética também não deve ser confundida com a lei, embora com certa frequência a lei tenha como base princípios éticos. Ao contrário do que ocorre com a lei, nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção pela desobediência a estas; por outro lado, a lei pode ser omissa quanto a questões abrangidas no escopo da ética.[2]

Modernamente, a maioria das profissões têm o seu próprio código de ética profissional, que é um conjunto de normas de cumprimento obrigatório, derivadas da ética, freqüentemente incorporados à lei pública. Nesses casos, os princípios éticos passam a ter força de lei; note-se que, mesmo nos casos em que esses códigos não estão incorporados à lei, seu estudo tem alta probabilidade de exercer influência, por exemplo, em julgamentos nos quais se discutam fatos relativos à conduta profissional. Ademais, o seu não cumprimento pode resultar em sanções executadas pela sociedade profissional, como censura pública e suspensão temporária ou definitiva do direito de exercer a profissão.

Tanto “ethos” (caráter) como “mos” (costume) indicam um tipo de comportamento propriamente humano que não é natural, o homem não nasce com ele como se fosse um instinto, mas que é “adquirido ou conquistado por hábito” (VÁZQUEZ). Portanto, ética e moral, pela própria etimologia, diz respeito a uma realidade humana que é construída histórica e socialmente a partir das relações coletivas dos seres humanos nas sociedades onde nascem e vivem.

 

Ética

 

A ética pode ser interpretada como um termo genérico que designa aquilo que é freqüentemente descrito como a "ciência da moralidade", seu significado derivado do grego, quer dizer 'Casa da Alma', isto é, suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto.

Em Filosofia, o comportamento ético é aquele que é considerado bom, e, sobre a bondade, os antigos diziam que: o que é bom para a leoa, não pode ser bom à gazela. E, o que é bom à gazela, fatalmente não será bom à leoa. Este é um dilema ético típico.

Portanto, de investigação filosófica, e devidas subjetividades típicas em si, ao lado da metafísica e da lógica, não pode ser descrita de forma simplista. Desta forma, o objetivo de uma teoria da ética é determinar o que é bom, tanto para o indivíduo como para a sociedade como um todo. Os filósofos antigos adotaram diversas posições na definição do que é bom, sobre como lidar com as prioridades em conflito dos indivíduos versus o todo, sobre a universalidade dos princípios éticos versus a "ética de situação". Nesta, o que está certo depende das circunstâncias e não de uma qualquer lei geral. E sobre se a bondade é determinada pelos resultados da ação ou pelos meios pelos quais os resultados são alcançados.

O homem vive em sociedade, convive com outros homens e, portanto, cabe-lhe pensar e responder à seguinte pergunta: “Como devo agir perante os outros?”. Trata-se de uma pergunta fácil de ser formulada, mas difícil de ser respondida. Ora, esta é a questão central da Moral e da Ética. Enfim, a ética é julgamento do caráter moral de uma determinada pessoa. Como Doutrina Filosófica, a Ética é essencialmente especulativa e, a não ser quanto ao seu método analítico, jamais será normativa, característica esta, exclusiva do seu objecto de estudo, a Moral. Portanto, a Ética mostra o que era moralmente aceito na Grécia Antiga possibilitando uma comparação com o que é moralmente aceito hoje na Europa, por exemplo, indicando através da comparação, mudanças no comportamento humano e nas regras sociais e suas conseqüências, podendo daí, detectar problemas e/ou indicar caminhos. Nesse sentido, a ética e a moral, corroboram para formar subjetividades, ou seja, o modo como cada pessoa se constrói (pensa, age, fala, etc.); ou melhor, a experiência pessoal tem seus atravessamentos na éticidade e moralidade como especificidades da formação dos indivíduos.

 

Doutrina

 

Como Doutrina Filosófica, a Ética é essencialmente especulativa e, a não ser quanto ao seu método analítico, jamais será normativa, característica esta, exclusiva do seu objecto de estudo, a Moral. Portanto, a Ética mostra o que era moralmente aceito na Grécia Antiga possibilitando uma comparação com o que é moralmente aceito hoje na Europa, por exemplo, indicando através da comparação, mudanças no comportamento humano e nas regras sociais e suas conseqüências, podendo daí, detectar problemas e/ou indicar caminhos. Além de tudo ser Ético é fazer algo que te beneficie e, no mínimo, não prejudique o "outro".

Eugênio Bucci, em seu livro Sobre Ética e Imprensa, descreve a ética como um saber escolher entre "o bem" e "o bem" (ou entre "o mal" e o mal"), levando em conta o interesse da maioria da sociedade. Ao contrário da moral, que delimita o que é bom e o que é ruim no comportamento dos indivíduos para uma convivência civilizada, a ética é o indicativo do que é mais justo ou menos injusto diante de possíveis escolhas que afetam terceiros.

Visão

A ética tem sido aplicada na economia, política e ciência política, conduzindo a muitos distintos e não-relacionados campos de ética aplicada, incluindo: ética nos negócios e Marxismo.

Também tem sido aplicada à estrutura da família, à sexualidade, e como a sociedade vê o papel dos indivíduos, conduzindo a campos da ética muito distintos e não-relacionados, como o feminismo e a guerra, por exemplo.

A visão descritiva da ética é moderna e, de muitas maneiras, mais empírica sob a filosofia Grega clássica, especialmente Aristóteles.

Inicialmente, é necessário definir uma sentença ética, também conhecido como uma afirmativa normativa. Trata-se de um juízo positivo ou negativo (em termos morais) de alguma coisa.

Sentenças éticas são frases que usam palavras como bom, mau, certo, errado, moral, imoral, etc.

Aqui vão alguns exemplos:

  • “Salomão é uma boa pessoa”
  • “As pessoas não devem roubar”
  • “A honestidade é uma virtude”

Em contraste, uma frase não-ética precisa ser uma sentença que não serve para uma avaliação moral. Alguns exemplos são:

  • “Salomão é uma pessoa alta”
  • “As pessoas se deslocam nas ruas”
  • "João é o chefe".

 

Referências

 

  1. <Cornell University of Law School. Ethics: an overview. Disponível em <[http://topics.law.cornell.edu/wex/Ethics>. Acessado em 11/04/2008.>
  2. a b O que é Ética. Acessado em 11/04/2008>

 

Ligações externas

 

  • Ethics Resource Center (em inglês)
  • Online Journal of Ethics (em inglês)
  • Ethics Resource Center (em inglês)
  • UB Center (em inglês)
  • Ethics updates (em inglês)
  • Institute for Global Ethics (em inglês)
  • The Internet Encyclopedia of Philosophy (em inglês)
  • Comissão ética em pesquisa (em português)
  • MEC - Ética - Programa de Desenvolvimento Profissional Continuado (em inglês)
  • The Galilean Library (em inglês)
  • Stanford Encyclopedia of Philosophy (em inglês)


  • Escrito por Lu Duarte às 07h34
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    Curso princípios do Vestir Consciente - Ecotece

      
     
      
     
     

    "Sustentabilidade sem o belo é triste, assim como o belo sem sustentabilidade é ignorante" Fletcher

    O curso mostra como é possível construir o belo, essencial à moda, considerando a sustentabilidade, essencial à manutenção da vida, a partir de uma visão sistêmica da cadeia produtiva do vestuário, dos princípios de avaliação do ciclo de vida do produto e das reflexões sobre as conexões entre a moda, o vestir e a consciência.

    Apresenta os conceitos do Vestir Consciente com base nos fundamentos do design sustentável, nas atualidades do mercado e nas experiências dos participantes, seguindo as diretrizes da metodologia desenvolvida pelo Instituto Ecotece.

    Objetivo:
    Capacitar o participante com os conceitos do Vestir Consciente para que possa aplicar no mercado da moda e do vestuário tendo em vista as possibilidades de ação com base no desenvolvimento sustentável e no despertar da consciência.

    Público-alvo:
    Profissionais e estudantes de moda e da cadeia do vestuário, pesquisa e inovação, design, empresários e demais interessados no tema.

    Próxima turma:
    29 a 31 de Março e 01 de Abril de 2010
    das 19h às 22h

    Carga Horária:
    12 horas

    Local:
    The Hub
    Rua Bela Cintra, 409 - São Paulo

    Tutor:
    Ana Cândida Zanesco
    Fundadora e presidente do Instituto Ecotece. Assessora do concurso de moda sócio-ambiental Eco Fashion Brasil. Foi responsável pelo lançamento, no Brasil, do vídeo Fibra Ética: Algodão Orgânico, em parceria com a ONG britânica PAN-UK, em 2007. Trabalhou na organização da III Conferência Latino-Americana de Algodão Orgânico em parceria com a ONG Organic Exchange, em 2008. Apresentou o conceito do Vestir Consciente na Conferência Global de Têxteis Orgânicos, na California em 2007, foi convidada da Conferência Global de Têxteis Orgânicos em Portugal, em 2008.



                                                                      INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES

                                                                                          Organização

                                                                   
                                                                    www.ecotece.org.br


    Escrito por Lu Duarte às 07h10
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    Design social e design político

    Nesta semana, fui chamada para participar de um projeto muito legal daqui de Minas Gerais, que envolve os conceitos de comunidades criativas, design social e a dialética entre design e artesanato. Ainda estou analisando a proposta, pra ver se encaro de fato. Acho que dessa vez vou casar ao invés de comprar a bicicleta... ehehe Bobo

    Falando com seriedade (é, isso é difícil... Brincalhão), estava lendo uns artigos sobre o aspecto Social da Sustentabilidade (os outros alicerces são as questões ambientais, econômicas e culturais) e resolvi compartilhar minha leitura aqui no blog.

    Check it out, baby! Bem humorado

    E por falar em Design Político (ao final dos slides), hoje (ou melhor, ontem) foi inaugurada a nova sede do governo mineiro: uma obra faraônica assinada por Niemeyer, e que o secretário do Meio Ambiente de MG diz ser "obra sustentável" (haauihaiuahiuahiua Boa piada, campeão! Rindo a toa). Chega a dar nos nervos Mal humorado  a imprensa mineira, que baba o maior ovo para o Aécio Neves. Por isso, amiguinhos Alegre, vamos ver este vídeo, da imprensa britânica, sobre a censura na imprensa mineira!



    Escrito por Lu Duarte às 00h28
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    Orfanato das meias

    Conheça um pouco deste projeto em prol da fraternidade das meias órfãs! Muito feliz ehehehe

    Dica da Marlova, da Materioteca da Feevale, http://materiotecafeevale.wordpress.com/2010/03/03/meias-orfas/



    Escrito por Lu Duarte às 21h06
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    Moda ética, muito além do reciclado

    Semana de moda de Londres leva sobras e resíduos às passarelas

    Katrine Rohrberg/DIVULGAÇÃO

    Marca sueca Maxjenny usa PET reciclado e tecido de bambu nos looks

    LONDRES - Upcycle é a palavra do momento no mundo eco-fashion. Ela esteve presente em 90% das marcas que participaram da Estethica, o salão de moda ética realizado pela oitava vez dentro da London Fashion Week, que terminou esta semana.

    Veja também:

    link No Brasil, moda eco ainda engatinha, mas ganha fôlego

    link Entrevista: ‘A indústria da moda precisa acordar para a sustentabilidade’

    link Upcycle nacional: Pacotes de salgadinho e lixo eletrônico viram acessórios

    E, como a Inglaterra é um dos principais centros de comércio justo, e sua capital é pioneira na criação e no desenvolvimento da moda sustentável, pode-se dizer que esta é a principal tendência para a indústria da moda consciente, que nada tem a ver com alternativa.

    Upcycle significa transformar algo que está no fim de sua vida útil ou que vai virar lixo em algo novo sem precisar passar pelo processo físico ou químico de reciclagem. O material é usado tal qual ele é. E a partir dele são feitos novos produtos.

    A estilista inglesa Lu Flux é uma adepta dessa nova tendência. Ela sempre gostou de tecidos e virou uma colecionadora. “As pessoas jogam as coisas fora sem pensar duas vezes. Muitos tecidos bonitos e até retalhos às vezes são descartados”, conta a estilista, que aposta em modelos coloridos e divertidos.

    Mas, para garantir uma boa produção, ela compra os tecidos de segunda mão da empresa britânica LMB, que desde 1985 coleta roupas usadas, separa os tecidos, descostura os pedaços e vende. A LMB tem hoje mais de 4 mil pontos de coleta espalhados pelo Reino Unido e recolhe de 170 a 200 toneladas de tecidos por semana. Desse total, 80% é reutilizado e exportado, 10% é transformado em retalhos, 5% vira feltro e apenas 5% acaba no lixo.

    Há 13 anos no mercado, a grife From Somewhere também aderiu ao upcycle. A empresa começou customizando peças e hoje compra tecidos que sobram de grifes conhecidas que produzem na Itália.
    Também veterana na moda sustentável é a marca Junky Styling. Em 1997, as duas amigas Annika Sanders e Kerry Seager resolveram transformar em negócio a mania de criarem suas próprias roupas.

    Para quem gosta de alfaiataria com uma pegada contemporânea, a Junky é um prato cheio. Tudo que eles produzem é upcycled. Eles compram roupas de segunda mão e cortam, criam novas modelagens e transformam em uma nova peça, que muitas vezes combina alguns tecidos diferentes.

    A loja da marca oferece um serviço chamado Wardrobe Surgery (cirurgia no guarda-roupa), no qual o cliente pode levar peças que ele quer que sejam desfeitas e recriadas com o mesmo tecido, seja por razões emocionais ou práticas. Uma espécie de alta-costura do upcycled, o serviço virou até livro (Junky Styling – Wardrobe Surgery), lançado em julho de 2009.

    Mangueiras e paraquedas

    Criar o belo a partir do lixo também é a proposta da recém-lançada marca Elvis & Kresse Arts – parceria entre uma empresa da área ambiental e outra que trabalha com produtos de arte e design.

    O resultado são bolsas e acessórios criados por artistas premiados. Eles trabalham com materiais inusitados, como mangueiras de bombeiros usadas, que seriam levadas para aterros. Outros itens descartados e depois recuperados também são utilizados, como couro do arreio de cavalo, nylon de paraquedas e até embalagens para transportar chá.

    Focada no estilo e na silhueta dos anos 40 e 50, com referências de pin-ups e donas de casa, a inglesa Tara Starlet usa lixo da indústria têxtil na sua marca. “Este é o verdadeiro estilo que não sai de moda. Por isso nossas peças sempre têm essa inspiração e são feitas para serem atemporais.”

    Ela utiliza sobras de tecidos para fazer sua coleção, além de peças e adereços vintages que ganham novos ares, como golas e acabamentos.

    Os estilistas da Estethica, no entanto, não utilizam apenas o upcycle para serem sustentáveis. Eles investem em outras frentes, como a produção local para diminuir a pegada de carbono do produto e criar trabalho para a comunidade, a venda de produtos atemporais para durarem mais do que uma estação e o uso de diversos tipos de materiais ecológicos.

    A sueca Maxjenny, por exemplo, desenvolve roupas que são verdadeiras esculturas. Capas e jaquetas são feitas com PET reciclado e vestidos, blusas e cardigans são produzidos com tecido de bambu. A proposta de novos volumes e silhuetas tão cobrada das badaladas grifes estão presentes de forma moderna e sustentável.
    Os materiais não são novidades, mas a forma de usá-los cada vez mais quebra o estigma de que moda sustentável não é fashion.

    Italiana de nascimento, educada na Alemanha e atualmente vivendo na Inglaterra, Ivana Basilotta utiliza nas suas blusas e vestidos a chamada “seda da paz”. Normalmente o casulo do bicho da seda é colocado na água fervente ainda com o animal vivo dentro. Nessa seda ecológica, o processo de dissolução do casulo só é feito depois que o bicho da seda deixou o mesmo e virou borboleta Nas nuvens. O casulo é depositado em água fervente e sua produção segue da maneira tradicional. Além disso, Ivana trabalha com fibras biodegradáveis, orgânicas e recicladas.

    Fibras naturais orgânicas são, aliás, uma grande preocupação entre os estilistas ingleses. Eles estão empenhados na recuperação da indústria de lã nacional, em decadência por ter sido trocada por fornecedores mais baratos de outros países. Cerca de 80% da lã usada no Reino Unido é importada.

    A marca Izzy Lane é um exemplo da recuperação da lã inglesa desde a criação de ovelhas e carneiros até o desenvolvimento do produto final. Em 2002, a vegetariana Isobel Davies salvou os primeiros carneiros que seriam abatidos e começou sua criação do animal, que é tratado como um bicho de estimação e tem sua lã tirada sem crueldade.

    Um de seus compradores é a The North Circular, uma sociedade das modelos Lily Cole e Katharine Poulton com a estilista Alice Ashby e a própria Isobel. A marca faz acessórios e roupas em tricôs feitos à mão por senhoras inglesas carinhosamente chamadas de “vovós”, resgatando a tradição local.

    Outra cliente da Izzy Lane é a Beautiful Soul. A coleção traz jaquetas e vestidos misturando tecidos de lã com seda de quimonos antigos. A Makepiece também resgata a lã produzida usando somente fios naturais ou tingidos sem substâncias químicas banidas na Europa.

    Todas essas iniciativas têm um único objetivo: tornar a indústria da moda mais sustentável e fazer as pessoas entenderem que moda ética é não só um nicho, mas o começo de uma atitude da indústria, que deve se tornar realidade também dentro das grandes marcas.

    “Hoje existe ‘moda’ e ‘moda ética’ separadas. Daqui a um tempo a divisão será outra: ‘moda’ e ‘moda não-ética’”, explica Orsola de Castro, fundadora e curadora da Estethica e da marca From Somewhere.

    É por isso que tanto o Conselho de Moda Britânico como a London College of Fashion têm programas para incentivar jovens estilistas a fazer uma moda sustentável. O conselho lançou o Estethica Mentoring Programme, um projeto onde novos estilistas selecionados recebem acompanhamento e consultoria de profissionais renomados para tornar sua coleção ao mesmo tempo fashion, comercial e sustentável.

    Eco-sutil

    Entre as “eleitas” está Ada Zanditon, que chegou a apresentar uma mistura de diversas iniciativas “eco” e de comércio justo numa só peça. Sua coleção traz essa mistura de maneira sutil, com camisetas feitas com bambu, saias e jaquetas de algodão orgânico, casacos de lã inglesa e vestidos feitos com sobras industriais.

    Seus acessórios são feitos com uma resina desenvolvida a partir de lixo reciclado. “ Foi uma experiência incrível. Consegui desenvolver todo um novo lado comercial e ao mesmo tempo manter o lado criativo”, conta Ada.

    Já a London College of Fashion tem um setor especializado no assunto. É o Centro de Moda Sustentável, fundado há três anos e patrocinado pelo Fundo de Desenvolvimento Regional da União Europeia. O projeto levou para a Estethica uma exposição com looks de quatro estilistas escolhidos pela ex-editora da revista inglesa iD, Merryn Leslie.

    “O Centro de Moda Sustentável foi criado para provocar e desafiar a indústria da moda a achar novas práticas sustentáveis”, diz o diretor do centro, Dilys Williams.

    “Ao apoiar essas marcas londrinas é possível transformar nossas pesquisas em prática e mostrar como a adoção de um modelo de negócio sustentável pode causar um impacto positivo. Isso mostra o poder que a moda tem para se transformar e ajuda a proteger o seu próprio futuro.”

     


    Escrito por Lu Duarte às 10h16
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    Diálogo filosófico da moda e da morte

    Moda também é cultura, não é mesmo?Em dúvida Parafraseando os "manos", dos quais eu assimilei muitas gírias nestes anos todos ehehe, "fita só" que "loucura" é essa mini-ópera italiana sobre a moral da moda e da morte! Bobo

    Sapatos do grande estilista Alexander McQueen, que se suicidou há poucos dias. aborrecido

    DIALOGO DELLA MODA E DELLA MORTE

     

    Obs.: ver tradução para o português em: http://www.mariosantiago.net/Textos%20em%20PDF/DIALOGODELLAMODAEDELLAMORTE.pdf

     (in Operette morali)

    Giacomo Leopardi

     

    (29 juin 1798, Recanati/ 14 juin 1837, Napoles)

    Moda Brincalhão

    Madama Morte, madama Morte.

    Morte Diabólico

    Aspetta che sia l'ora, e verrò senza che tu mi chiami.

     

    Moda Brincalhão

    Madama Morte.

     

    Morte Diabólico

    Vattene col diavolo. Verrò quando tu non vorrai.

     

    Moda Brincalhão

    Come se io non fossi immortale.

     

    Morte Diabólico

    Immortale? Passato è già più che 'lmillesim'anno che sono finiti i tempi degl'immortali.

     

    Moda Brincalhão

    Anche Madama petrarcheggia come fosse un lirico italiano del cinque o dell'ottocento?

     

    Morte Diabólico

    Ho care le rime del Petrarca, perché vi trovo il mio Trionfo, e perché parlano di me quasi da per tutto. Ma in somma levamiti d'attorno.

     

    Moda Brincalhão

    Via, per l'amore che tu porti ai sette vizi capitali, fermati tanto o quanto, e guardami.

     

    Morte Diabólico

    Ti guardo.

     

    Moda Brincalhão

    Non mi conosci?

     

    Morte Diabólico

    Dovresti sapere che ho mala vista, e che non posso usare occhiali, perché gl'Inglesi non ne fanno che mi valgano, e quando ne facessero, io non avrei dove me gl'incavalcassi.

     

    Moda Brincalhão

    Io sono la Moda, tua sorella.

     

    Morte Diabólico

    Mia sorella?

     

    Moda Brincalhão

    Sì: non ti ricordi che tutte e due siamo nate dalla Caducità?

     

    Morte Diabólico

    Che m'ho a ricordare io che sono nemica capitale della memoria.

     

    Moda Brincalhão

    Ma io me ne ricordo bene; e so che l'una e l'altra tiriamo parimente a disfare e a rimutare di continuo le cose di quaggiù, benché tu vadi a questo effetto per una strada e io per un'altra.

    In caso che tu non parli col tuo pensiero o con persona che tu abbi dentro alla strozza, alza più la voce e scolpisci meglio le parole; che se mi vai borbottando tra' denti con quella vocina da ragnatelo, io t'intenderò domani, perché l'udito, se non sai, non mi serve meglio che la vista.

     

    Moda Brincalhão

    Benché sia contrario alla costumatezza, e in Francia non si usi di parlare per essere uditi, pure perché siamo sorelle, e tra noi possiamo fare senza troppi rispetti, parlerò come tu vuoi. Dico che la nostra natura e usanza comune è di rinnovare continuamente il mondo, ma tu fino da principio ti gittasti alle persone e al sangue; io mi contento per lo più delle barbe, dei capelli, degli abiti, delle masserizie, dei palazzi e di cose tali. Ben è vero che io non sono però mancata e non manco di fare parecchi giuochi da paragonare ai tuoi, come verbigrazia sforacchiare quando orecchi, quando labbra e nasi, e stracciarli colle bazzecole che io v'appicco per li fori; abbruciacchiare le carni degli uomini con istampe roventi che io fo che essi v'improntino per bellezza; sformare le teste dei bambini con fasciature e altri ingegni, mettendo per costume che tutti gli uomini del paese abbiano a portare il capo di una figura, come ho fatto in America e in Asia 1; storpiare la gente colle calzature snelle; chiuderle il fiato e fare che gli occhi le scoppino dalla strettura dei bustini; e cento altre cose di questo andare. Anzi generalmente parlando, io persuado e costringo tutti gli uomini gentili a sopportare ogni giorno mille fatiche e mille disagi, e spesso dolori e strazi, e qualcuno a morire gloriosamente, per l'amore che mi portano. Io non vo' dire nulla dei mali di capo, delle infreddature, delle flussioni di ogni sorta, delle febbri quotidiane, terzane, quartane, che gli uomini si guadagnano per ubbidirmi, consentendo di tremare dal freddo o affogare dal caldo secondo che io voglio, difendersi le spalle coi panni lani e il petto con quei di tela, e fare di ogni cosa a mio modo ancorché sia con loro danno.

     

    Morte Diabólico

    In conclusione io ti credo che mi sii sorella e, se tu vuoi, l'ho per più certo della morte, senza che tu me ne cavi la fede del parrocchiano.' Ma stando così ferma, io svengo; e però, se ti dà l'animo di corrermi allato, fa di non vi crepare, perch'io fuggo assai, e correndo mi potrai dire il tuo bisogno; se no, a contemplazione della parentela, ti prometto, quando io muoia, di lasciarti tutta la mia roba, e rimanti col buon anno.

     

    Moda Brincalhão

    Se noi avessimo a correre insieme il palio, non so chi delle due si vincesse la prova, perché se tu corri, io vo meglio che di galoppo; e a stare in un luogo, se tu ne svieni, io me ne struggo. Sicché ripigliamo a correre, e correndo, come tu dici, parleremo dei casi nostri.

     

    Morte Diabólico

    Sia con buon'ora. Dunque poiché tu sei nata dal corpo di mia madre, saria conveniente che tu mi giovassi in qualche modo a fare le mie faccende.

     

    Moda Brincalhão

    Io l'ho fatto già per l'addietro più che non pensi. Primieramente io che annullo o stravolgo per lo continuo tutte le altre usanze, non ho mai lasciato smettere in nessun luogo la pratica di morire, e per questo vedi che ella dura universalmente insino a oggi dal principio del mondo.

     

    Morte Diabólico

    Gran miracolo, che tu non abbi fatto quello che non hai potuto!

     

    Moda Brincalhão

    Come non ho potuto? Tu mostri di non conoscere la potenza della moda.

     

    Morte Diabólico

    Ben bene: di cotesto saremo a tempo a discorrere quando sarà venuta l'usanza che non si muoia. Ma in questo mezzo io vorrei che tu da buona sorella, m'aiutassi a ottenere il contrario più facilmente e più presto che non ho fatto finora.

     

    Moda Brincalhão

    Già ti ho raccontate alcune delle opere mie che ti fanno molto profitto. Ma elle sono baie per comparazione a queste che io ti vo' dire. A poco per volta, ma il più in questi ultimi tempi, io per favorirti ho mandato in disuso e in dimenticanza le fatiche e gli esercizi che giovano al ben essere corporale, e introdottone o recato in pregio innumerabili che abbattono il corpo in mille modi e scorciano la vita. Oltre di questo ho messo nel mondo tali ordini e tali costumi, che la vita stessa, così per rispetto del corpo come dell'animo, e più morta che viva; tanto che questo secolo si può dire con verità che sia proprio il secolo della morte. E quando che anticamente tu non avevi altri poderi che fosse e caverne, dove tu seminavi ossami e polverumi al buio, che sono semenze che non fruttano; adesso hai terreni al sole; e genti che si muovono e che vanno attorno co' loro piedi, sono roba, si può dire, di tua ragione libera, ancorché tu non le abbi mietute, anzi subito che elle nascono. Di più, dove per l'addietro solevi essere odiata e vituperata, oggi per opera mia le cose sono ridotte in termine che chiunque ha intelletto ti pregia e loda, anteponendoti alla vita, e ti vuol tanto bene che sempre ti chiama e ti volge gli occhi come alla sua maggiore speranza. Finalmente perch'io vedeva che molti si erano vantati di volersi fare immortali, cioè non morire interi, perché una buona parte di sé non ti sarebbe capitata sotto le mani, io quantunque sapessi che queste erano ciance, e che quando costoro o altri vivessero nella memoria degli uomini, vivevano, come dire, da burla, e non godevano della loro fama più che si patissero dell'umidità della sepoltura; a ogni modo intendendo che questo negozio degl'immortali ti scottava, perché parea che ti scemasse l'onore e la riputazione, ho levata via quest'usanza di cercare l'immortalità, ed anche di concederla in caso che pure alcuno la meritasse. Di modo che al presente, chiunque si muoia, sta sicura che non ne resta un briciolo che non sia morto, e che gli conviene andare subito sotterra tutto quanto, come un pesciolino che sia trangugiato in un boccone con tutta la testa e le lische. Queste cose, che non sono poche né piccole, io mi trovo aver fatte finora per amor tuo, volendo accrescere il tuo stato nella terra, com'è seguito. E per quest'effetto sono disposta a far ogni giorno altrettanto e più; colla quale intenzione ti sono andata cercando; e mi pare a proposito che noi per l'avanti non ci partiamo dal fianco l'una dell'altra, perché stando sempre in compagnia, potremo consultare insieme secondo i casi, e prendere migliori partiti che altrimenti, come anche mandarli meglio ad esecuzione.

    Morte Diabólico

    Tu dici il vero, e così voglio che facciamo.

    1 In proposito di quest'uso, il quale è comune a molti popoli barbari, di trasfigurare a forza le teste, è notabile un luogo d'Ippocrate, de Aere, Aquis et Locis, opp. ed Mercurial. class. 1, p. 29, sopra una nazione del Ponto, detta dei Macrocefali, cioè Testelunghe; i quali ebbero per usanza di costringere le teste dei bambini in maniera, che elle riuscissero più lunghe che si potesse: e trascurata poi queste pratica, nondimeno i loro bambini nascevano colla testa lunga: perché, dice Ippocrate, così erano i genitori.

    Fonte:http://www.classicitaliani.it/leopardi/leo08.htm#n-03



    Escrito por Lu Duarte às 15h32
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    Breve análise de empresa de moda ética

    Foi mal a demora...Com vergonha Meu computador estava "hospitalizado"... Daí, estava fazendo uma "faxina" nos meus arquivos de Moda Ética e encontrei este trabalho, sobre a empresa em que trabalhei:

    Universidade do Estado de Minas Gerais – Escola de Design
    Disciplina optativa: Requisitos Ambientais no Projeto
    Profa: Lia Krucken
    Aluna: Luciana dos Santos Duarte

    Prática I

    Nome do produto: vestuário brasileiro e natural; produto de moda categorizado em coleções semestrais e linhas ”feminino” e “masculino”.

    Identificação do fabricante: Raiz da Terra Brazilian Nature Wear;  http://www.raizdaterra.com/

    Local de produção: Rua Atenas, 125, Prado, Belo Horizonte – MG

    Materiais:

    Sorte Tecno-bambu
    É uma fibra relaxante com funções antibacterianas e desodorizantes.
    A fibra é 100% biodegradável, amiga da natureza, proveniente de plantações sustentáveis renováveis que crescem muito rapidamente. Algumas variedades de bambu se renovam a cada 56 dias(outras arvores demoram aproximadamente 20 anos para alcançar a maturidade).
    Toque extremamente macio, alta capacidade de absorção e evaporação, boa estabilidade, alta tenacidade e durabilidade são características das malhas de bambu.


    Sorte Ecologic
    Produzida com algodão orgânico certificado e tingido com corantes naturais obtidos de minerais e vegetais. Possui fator de proteção solar oriundo do acabamento com Amaciaste Natural, que tem como base a manteiga extraída das sementes do cupuaçu (fruto da Amazônia).

    Sorte 100% Algodão Penteado
    Algodão penteado, uma fibra 100% natural e refinada, provinda das melhores fiações brasileiras. Isso representa maior resistência, durabilidade, conforto e um toque soft. O processo produtivo dessa peça supera os padrões ambientais, os retalhos e sobras de tecidos são doados à cooperativas para confecção de tapetes e cobertores artesanais, colaborando para a geração de renda dessas famílias.

    Sorte 100% Algodão Ecológico
    Esse tecido foi desenvolvido com o pensamento ecológico, pois não sofre oxidação dos produtos químico no beneficiamento, resguardando assim as ceras e graxas de sua origem (In Natura). O processo produtivo dessa peça supera os padrões ambientais, sendo os retalhos e sobras de tecidos doados a cooperativas para confecção de tapetes e cobertores artesanais, colaborando para a geração de renda dessas famílias.

    Sorte Algodão orgânico colorido
    O algodão orgânico é obtido em sistemas sustentáveis no tempo e no espaço, mediante o manejo e a proteção dos recursos naturais, sem a utilização de agrotóxicos, adubos químicos ou outros insumos prejudiciais à saúde humana e animal e ao meio ambiente, mantendo e recuperando a fertilidade e a vida dos solos e a diversidade de seres vivos.

    Sorte Amazontex
    Essa malha é elaborada com fios naturais e refinados, associados ao acabamento Amazontex, que tem como base a manteiga extraída das sementes do Cupuaçu, fruto cultivado e extraído da Amazônia. O enorme respeito para com a natureza, a preservação e extração ambiental correta são base desse projeto que colabora com a geração de renda para as comunidades e o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Aliando conforto e tecnologia, tem um toque muito macio, é antialérgico, tem alta hidrofilidade, trata e protege a pele contra os raios nocivos do sol.

    Sorte Lyocell
    Produzida a partir de celulose natural (100%) de árvores cultivadas, é obtida através do processo que utiliza solvente orgânico e não-tóxico, totalmente reciclado. Vantagens:
    fios e tecidos mais resistentes; fios mais finos; durabilidade superior; relativamente alto alongamento (produtividade); alta estabilidade dimensional; dispensa lavagens a seco; boa resistência à abrasão; boa resiliência; boa absorvência; menor peso (tecidos mais leves); biodegradável; resistência química boa sendo melhor que outras fibras do gênero; o fio singelo possui um número inferior de irregularidades e imperfeições (neps, pontos finos e pontos grossos); resistência e alongamento superiores acarretando numa significante melhoria nos processos têxteis pós-fiação.

    Sorte Tencel
    O TENCEL® é uma fibra de celulose feita a partir da polpa de madeira, um recurso natural e renovável que é retirado de florestas gerenciadas e auto-sustentáveis. Diferentemente das lavouras de algodão, a cultura da polpa requer usos limitados de pesticidas e herbicidas. E as árvores usadas para a polpa produzem sete vezes mais celulose por hectare do que o algodão.

    Sorte Eco-PET
    Este tecido é produzido à partir da reciclagem da garrafa PET, sendo sua composição 50% Algodão / 50% PET. Cada camiseta produzida com este tecido corresponde à duas garrafas PET retiradas do meio ambiente. Um tecido que combina o toque do algodão com o valor sócio ambiental da reciclagem do PET.

    Sorte Jeans orgânico
    O jeans orgânico é produzido com 100% de algodão orgânico. Utiliza materiais ecológicos, como fécula de batata e índigo reduzido a fim de substituir produtos químicos normalmente usados no beneficiamento do jeans.


    Funções e usos: Segundo Sue Jenkyn Jones, “a moda é uma forma especializada de ornamentação do corpo” e são oito as suas funções: utilidade, decência, indecência (atração sexual), ornamentação, diferenciação simbólica, filiação social, auto-aprimoramento psicológico e modernismo. Os produtos Raiz da Terra relacionam-se com essas funções, sendo o uso estritamente dentro do contexto de vestuário.

    Durabilidade: Segundo o empresário, todos os tecidos são biodegradáveis, pois são naturais.

    Preço dos produtos

    Produção

    Lojista

    Consumidor final

    Peça mais barata

    R$ 13,00

    R$ 31,90

    R$ 70,00

    Peça mais cara (jeans)

    R$ 35,00

    R$ 90,00

    R$ 200,00

     
    Facilidade de compra, acesso:
    Através do site da empresa, de representantes, em feiras do setor (como o Ethical Fashion Show e o Minas Treck), em lojas multimarcas (em Belo Horizonte, na Serra Adventure, Rotas e Adrena) e no showroom da empresa.

    Características específicas:
    A Raiz da Terra é uma empresa co-responsável para com o desenvolvimento humano e ambiental, promovendo a conscientização ambiental e social por meio do desenvolvimento de projetos direcionados à educação ambiental, revitalização de ambientes naturais, patrimoniais e culturais.
    A empresa estabelece parcerias com ONG´s (ex.: Projeto Asas do Morro), organizações em geral (ex.: SOS Falconiformes), associações, comunidades, prefeituras e pessoas físicas.



    Escrito por Lu Duarte às 10h46
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    Ecobags de destaque

    Lenny e Cia _ estilo

    A ecobag da Lenny é feita de ráfia unida à manufatura tradicional do couro com verniz; pele natural com acabamento tecnológico. A minha dúvida é se é de ráfia de polipropileno (=plááástico), que é a mais comercial. A ráfia está em alta, e a penúltima coleção do Reinaldo Lourenço trouxe-a da roça para o luxo.

     

     


    Ecobag Lenny e Cia


    Lilla Ka por Diana Sternfeld _ forma

    De acordo com o livro "Ecobags" (autora Lilian Pacce, editora Senac), esta ecobag caracteriza-se por "a parte interna é m saquinho de seda descartável e a externa é de linho, 100% natural. Além de ser dupla face, pode ser dobrada (Já que os cortes a laser se encaixam perfeitamente) e guardada dentro do saquinho destacável." Original, não?

     

    Ecobag Lilla Ka


    Raia de Goeye _ conceito

    O que mais chamou minha atenção nesta ecobag foi o conceito, afinal a forma é bem simples. Studno Paula Raia e Fernanda de Goeye, "a ideia foi uma No Plastic Bag com uma causa a mais: transporte fluvial. Queremos passear de barco com a nossa bolsa urbano-náutica com plaquinha de madeira reflorestada do Brasil. para economia de combustível fóssil, para diminuir a emissão de poluentes, para escoar produtos brasileiros até os portos, e para nos poupar um pouco da poluição sonora."

    Ecobag Raya de Goeye


    TAO Galeria _ mídia

    A ecobag abaixo foi a que eu mais vi gerar mídia espontânea brasileira. Só deu ela há uns dois anos atrás. Foi desenvolvida pela editora da Casa Vogue, Clarissa Schneider, e é feita de lona reciclada e couro.

    Ecobag TAO Galeria


    Tereza Santos _ material

    Suspeito que o material desta ecobag seja importado... Ela é "feita de lona de PET reciclado composta de fio de algodão e poliéster feita a partir de garrafas PET. O acabamento do produto é feito com fluxo de beneficiamento, diminuindo o impacto do meio ambiente e economizando recursos naturais como a água. Este processo confere um aspecto rústico ao algodão em contraste com a lisura do fio de PET A resistente estrutura do tecido permite seu uso em outros produtos e segmentos, como decoraçãoe  calçados."
    Ecobag Tereza Santos

     



    Escrito por Lu Duarte às 10h52
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    Ecobags de couro ecológico

    Cantão

    Ecobag feita com ecojeans, o jeans orgânico Now. Trançado com ecocouro vegetal, feito pela Treetap com os seringueiros da Amazônia. Confeccionada por Taoolee. Lembrando que o trançado é uma técnica referente à cultura têxtil brasileira...

     

     

    Ecobag Cantão


    Le Lis Blanc

    Ecobag feita de couro vegetal (provavelmente o Treetap), algodão e lona. Por dentro, há um forro estampado de zebra.


    Ecobag Le Lis Blanc



    Escrito por Lu Duarte às 10h18
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