BRASIL, Sudeste, BELO HORIZONTE, LIBERDADE, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, Italian, Arte e cultura, Moda, Ética, Design de Produto, Raiz da Terra
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    Livro Design e Território (e uma breve leitura pela moda ética)

    Esse é um dos livros que ficam em cima da minha mesa lá na "Raiz da Terra - Brazilian Nature Wear". É bem útil para pensar e conceber um produto (no nosso caso, produto de moda) menos colonial, isto é, respeitoso com a origem brasileira e menos pautado em conceitos/formas/tendências/inspirações/cores européias e americanas. Lembro que há alguns meses, quando li, discuti algumas coisas com meu chefe, como a estrela de valor, que facilitou a visualização da dimensão dos valores de nossos produtos.

    Podemos perceber aí na estrela que quatro de suas pontas são as mesmas da pirâmide da sustentabilidade (ambiental, econômico, social e cultural). Outro conceito muito bacana apresentado no livro, e que é uma verdadeira "mão na roda" de micro e pequenas empresas, nas quais é difícil visualizar processos, é a cadeia de valor. Abaixo, algumas cadeias dos processos que selecionei da net e que remetem ao universo das confecções de moda.



    A seguir, um artigo sobre o livro, disponível em: http://abcdesign.com.br/teoria/design-e-territorio-valorizando-as-qualidades-dos-produtos-locais/

     

    Design e território: valorizando as qualidades dos produtos locais
    13/07/2009

    artigo por Lia Krucken

    Ao tomarmos um bom vinho francês ou italiano experimentamos uma qualidade ligada a um território, a uma nação e a tradições incorporadas pela sociedade ao longo dos anos. A França e a Itália são importantes referências na promoção do reconhecimento de seus produtos, investindo fortemente em ações de conscientização do consumidor, no fortalecimento da imagem destas mercadorias e dos territórios de origem e no desenvolvimento de serviços relacionados, como hotéis e restaurantes. Não por acaso, muitos produtos franceses e italianos têm reputação tão positiva.

    Para exprimir essa ligação entre o produto, o território e as pessoas que o produzem, o francês usa o conceito de “produtos do terroir”.  Terroir é um território caracterizado pela interação com o homem ao longo dos anos, cujos recursos e produtos são fortemente determinados pelas condições do solo, do clima e culturais. O termo que mais se aproxima na língua portuguesa seria “produto local”.

    Observamos, também, uma crescente tendência desta valorização no Brasil, como no caso dos famosos Doces de Pelotas, da cachaça de Luís Alves e de Salinas, do Café do Cerrado Mineiro, dos vinhos do Vale dos Vinhedos e do queijo do Serro em Minas Gerais, além de diversos outros produtos que trazem em si características dos territórios de origem e das comunidades que os produziram (Fig 1.).

    Fig. 1. O produto é parte do território e da comunidade que o produziu.

     

    Mas o que realmente diferencia estes produtos? Em dúvidaQuais elementos os tornam especiais? Há um valor emocional associado aos produtos, que respondem ao interesse dos consumidores pelo ‘autêntico’ e ‘original’. Assim, o consumo torna-se uma experiência única, um ritual de apreciação de qualidades ímpares. O mesmo ocorre na hotelaria e gastronomia. Neste caso, a intenção é criar momentos memoráveis, os quais o cliente deseje repetir e compartilhar com outras pessoas.

    Porém não basta um produto ter alta qualidade; é preciso que seus atributos sejam percebidos com sucesso. Ao escolher um produto, as pessoas buscam informações que possibilitem rastrear e identificar suas qualidades.

    O design pode contribuir significativamente neste contexto, buscando formas para tornar visível à sociedade a história por trás dos produtos. Contar a “história do produto” significa comunicar elementos históricos, culturais e sociais associados, possibilitando ao consumidor avaliar e apreciar o produto de forma mais ampla - considerando, por exemplo, os serviços ambientais embutidos no próprio produto. O consumidor consciente pode se perguntar, por exemplo: Como os recursos ambientais foram utilizados na produção? Qual impacto ambiental, social e econômico deste produto? Essa produção ativa o território de origem, preservando e valorizando saberes tradicionais?Em dúvida

    Ao incorporar esses valores no design de produtos, serviços e embalagens, o designer pode contribuir para a adoção e a valorização de práticas sustentáveis na produção, na comercialização e no próprio consumo (Fig. 2).

    Figura 2. A qualidade ampliada envolve o produto, o território e as relações entre produtores e consumidores.

    Para que a comunicação esteja alinhada à mensagem que se deseja transmitir é essencial considerar alguns aspectos, como reforçam Krucken e Trusen (2009):

    1. as imagens e os textos são compreendidos fácil e rapidamente?
    2. a linguagem utilizada é adequada ao público-alvo?
    3. a mensagem motiva e mostra coerência em relação aos valores dos produtores e aos dos consumidores?
    4. o meio de comunicação apoia a mensagem, oferecendo outros elementos de referência? (ex: uma embalagem que permite o uso de refil comunica valores relacionados a sustentabilidade e podem fortalecer a imagem do produto).

    Ao escolher um produto, valorizando as tradições que neles estão embutidas, o consumidor torna-se parte desse ritual de produção e consumo, que começa na terra e continua nas nossas mesas. É importante considerar que a qualidade do território, que está presente no produto, também se estende ao consumo. O consumidor pode resgatar sua ligação com a terra, escolhendo e promovendo produtos, apreciando e dando continuidade aos seus significados.

    Para brindarmos com um bom vinho, por exemplo, foi necessário as uvas fossem selecionadas, cultivadas, processadas. Foi necessário colhê-las, produzir a bebida, envasá-la, rotulá-la, transportá-la até chegar a nós. Sem contar, a chuva, o sol e o conhecimento que foram precisos para resultar na qualidade do vinho. Às vezes, na correria do dia-a-dia, não percebemos o conjunto de elemento que um “simples” brinde carrega.

    É, apreciar a qualidade, exige competência: requer tempo para ser produzida e apreciada. Em outras palavras, precisamos lentificar os tempos e os modos nos quais nos relacionamos com as pessoas, as lugares e aos bens. Já existe um movimento nesse sentido: Slow Food.  Afinal, a comida sempre foi, ao longo da nossa existência, um grande motivo para reunir pessoas, conversar e apreciar as coisas boas da vida.

    O design - como um importante aliado na busca pela qualidade de vida - pode contribuir efetivamente no desenvolvimento e na comunicação de soluções inovadoras e sustentáveis, aproximando produtores e consumidores, dando transparência e fortalecendo os valores que perpassam a produção e o consumo.

    Lia Krucken é autora do livro “Design e território: valorização de identidades e produtos locais”. É doutora em Eng. de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina, com pesquisa junto ao Politecnico di Milano. É professora na Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais.

    Morou na França e na Itália e vem trabalhando com a valorização de produtos locais desde 1999, no Brasil e no exterior. Organiza workshops e realiza projeto com comunidades, visando valorizar produtos e territórios. Atualmente mora em Belo Horizonte. contato@designterritorio.com

    Para saber mais:

    - O livro Design e território: valorização de identidades e produtos locais, publicado pela Nobel, apresenta o design como um grande aliado na valorização de identidades, produtos e territórios, trazendo estudos de casos e experiências no Brasil, na Itália e na França. http://www.editoranobel.com.br/detalhepro.asp?produto=2016290

    - Conheça o movimento internacional Slow Food: Nascido na Itália, este movimento tem como propósito proteger e valorizar os produtos locais, bem como a sociobiodiversidade que os originam. Contribui, desta forma, para a proteção e a valorização da identidade e da sustentabilidade dos territórios e das suas populações.  www.slowfoodbrasil.com

    - KRUCKEN, L.; TRUSEN, C. A comunicação da sustentabilidade em produtos e serviços. In: DE MORAES, D., KRUCKEN, L. Design e sustentabilidade. Coleção Cadernos de Estudos Avançados em Design, Belo Horizonte: EdUEMG, 2009. Disponível para download: www.tcdesign.uemb.br

    Bom, na moda ética, nós temos o conceito de slow fashion, que a Kate Fletcher, maior referência na área de moda sustentável, vem estudando nos últimos anos.

    Devagar site da Kate Fletcher: http://www.katefletcher.com/

    Devagar link de seus estudos sobre slow fashion: http://fashioninganethicalindustry.org/resources/teachingmaterials/slowarticle/

    Devagar baixe um capítulo sobre Slow Fashion: http://fashioninganethicalindustry.org/!file/SlowFashion.pdf/

    Devagar site de sua consultoria, intitulada Slow Fashion, que trata de moda sustentável: http://www.slowfashion.org

    Há um artigo razoável que menciona o slow fashion, em português, de Janine da Silva Michel, intitulado "Construção da identidade regional como estratégia competitiva", disponível em: http://www.t-chic.com.br/arquivo/Construcaoidentidaderegional.pdf

    Por fim, vejamos esse último esquema do sistema da moda, considerando a reciclagem e a reutilização.



    Escrito por Lu Duarte às 00h57
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    Diário de bordo: um ensaio sobre o divertido e kafkaniano Minas Trend Preview, tecelagem com restos de tecido, Ematex, livro de algodão orgânico e mais uma verdade sensacional sobre a malha de bambu

    Ontem, fui ao Minas Trend Preview, que é o equivalente mineiro de São Paulo Fashion Week e Fashion Rio, mas num esquema de cruise collection.

    Boa parte das pessoas envolvidas na cadeia de confecção que estava presente no evento, usava crachás fakes, como de "comprador" ou "imprensa". Ou seja, apesar da burocracia de leitor de códigos de barras, seguranças, um aranzel pra fila de cadastro e talz, é superfácil entrar no evento sem ser convidado. É só preencher qualquer coisa lá: eles não conferem identidade pessoal, CNPJ da empresa/loja, nada. Parece brincadeira, parece "O processo" do Kafka, só que fashion. Eu circulei como lojista de Pouso Alegre, de Uberlândia, namorada de lojista, amiga de lojista, enfim, vários personagens com o crachá de "comprador" Brincalhão. Por que fiz isso? Claro que não é porque gosto de mentir, se não nem corria o risco em publicar a real aqui. Mas é que a gente, do estilo, tem que ir ver o que os concorrentes estão apresentando e, somente com o crachá de comprador, a gente entra numa boa nos estandes, mexe nas roupas, pede pra modelo experimentar, pergunta preço, processo de estamparia/beneficiamento, tipo de tecido e, o mais importante, ganha um brinde qualquer! Bobo ehehe Foi divertidíssimo, ainda mais porque não tenho o menor talento pra enganar, então passei altas e hilárias saias justas!! Rindo a toa Mas reza a lenda que toda feira é assim... Teve até uma vendedora/representante da Patachou que disse já ter ido na minha loja em Pouso Alegre!!! ahiahaiuahiua!!! Fenomenal!!! Verdadeiro show da falcatrua!!! Tonto

    Bom, eu nunca tinha ido, e tinha uma expectativa em ver pessoas "bacanas", vestidas na vanguarda, etc. Fiquei frustrada pelo povo. Nada de extraordinário, salvo umas poucas figuras. O mineiro é realmente conservador e casual, mesmo empetecado de vestido coquetel e salto. É tudo muito previsível. Indeciso

    Eu também tinha muita expectativa em ver as roupas da Auá, que tanto admiro Apaixonado, tem uma pegada sustentável... Mas, ah!, não achei nada de mais! aborrecido

    Sobre o inverno 2010 que vi por lá: muito rosè pálido, seco e tons nudes, pastéis; quase nada de marrom (que era pra entrar neste inverno, mas as malharias ainda estão nos empurrando os cinzas mesclas); poucas onças e padronagens de bichos; jacquard; pouco moletom; peças mais leves; a maior parte das jaquetas e casacos com o zíper desestruturado, na diagonal; modelagens mais amplas; pouca coisa acinturada... Foquei o olhar e a memória no vestuário, mas havia bijuterias, jóias e acessórios.

    O evento também é bem fora de mão. Acontece na Grande BH, no Alphaville, Lagoa dos Ingleses, um híbrido de The O.C. com pombais. Isso porque as casas de Luxo lá são todas projetos arquitetônicos idênticos! Não entendo condomínio exclusivo com projetos arquitetônicos repetitivos, massivos. Acho que é um novo conceito de morar. Dizem que nas favelas, os barracos são cheios de tecnologia das Casas Bahia e do Ricardo Eletro por dentro, mesmo por fora sendo bem parecidos. Não sei ao certo por que isso acontece em classes opostas, mas é fato considerável. Talvez, nós, da moda, precisemos pensar em roupas com recursos internos, segredos e exclusividades que só os usuários saibam... Enfim, o luxo de ter algo que só vc. sabe, quem sabe um underwear inusitado, uma estampa exclusiva, um bolso invisível, um compartimento secreto, bolsos atoalhados, etiquetas e aviamentos internos... Reza outra lenda que é no avesso, no lado de dentro, que se vê o valor de uma peça. Adoro esses conceitos de arquitetura misturados a moda, viajei muito nas idéias com uma amiga arquiteta no feriado...

    Bem, resumo e moral da história: foi ótimo ter ido só um dia no Minas Trend Preview. Bem humorado

     


     

    E hoje, foi um dia bem proveitoso. A chefe de produção está sendo uma verdadeira mãe profissional comigo Alegre. Me levou numa loja pra conversar com uma estilista hiper gente boa, de boa vontade; que me contou muita coisa legal, inclusive sobre um processo de reaproveitamento de restos de tecido. Trata-se de um processo normal de tecelagem com tiras longas de tecidos, fazendo altas misturas. O processo é desenvolvido por Maria Jeane, de Juiz de Fora - MG, telefone (32)3223-9317; ela fez peças pro Ronaldo Fraga.

    Depois, fomos na Ematex, que não tem nada de ecológico, mas que é a salvação da lavoura (=preço bom + qualidade). Recomendo o fornecedor! Jóia

    Ematex: http://www.ematex.com.br/

     


     

    "Sustainable cotton on the shelves"

    Livro sobre algodão orgânico, com altas informações interessantíssimas! Jóia
    Diponível para download em: http://www.crem.nl/Nieuwsbrief/cotton.pdf; http://www.crem.nl/main.php?page=266



    Algumas coleções depois do lançamento da malha de bambu e finalmente as malharias estão começando a entender o recado do mercado. Explico: a malha de bambu, apesar do processo e apelo ecológico, não é sustentável. Explico mais: ser ecológico não significa ser sustentável. Afinal, a malha de bambu requer agulha especial, estica pra costurar, pica (faz furinho), não pode ficar pendurada por muito tempo na arara (porque deforma); por ser chata de costurar, as facções não gostam (logo, limita a produção), dá bolinha (é verdade! dá bolinha sim com o uso; não acredite no representante que diz o contrário), não se trata de fio de alta torção, não aceita certas estampas (por causa do processo térmico), além de custar quase o dobro que um tecido com toque e caimento quase equivalente (exemplo a visco lycra e a visco crepe que são semelhantes a visco bambu). Desanimado
    Daí, o que aconteceu? Neste inverno, a Marles encolheu a família do bambu e a Lunelli deixou de trabalhar com a visco bambu.
    Bom, eu não conheço todos os fornecedores, mas, no feriado, fui conferir a lingerie da un.i, que se diz a pioneira nesse segmento de lingerie ecológica. Uma calcinha da un.i, de algodão orgânico, custa R$9,90 e o fornecedor que consta na tag é: 

    Affiniti Berlan:  http://www.berlan.com.br/site.htm

    Un.i: http://www.unilingerie.com.br/uni/site/home/home.asp



    Escrito por Lu Duarte às 23h46
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    Pingado

    Já vestiu café com leite???

    Fibra de café

    Apesar de orgânico, o pó de café é dificilmente reutilizado ou levado a locais apropriados para reciclagem. Pensando em aproveitar este material, que normalmente se mistura ao lixo comum, a Singtex criou um tecido a partir das sobras de café.

    O pó de café deixado nos filtros após a produção da bebida é transformado em roupas esportivas que chamam atenção pela inusitada confecção com o tecido chamado de S.Café. Com um processo similar ao da utilização de bambu em roupas, a ideia foi pensada há quatro anos pelo diretor geral do grupo, o taiwanês Jason Chen, e cientistas.

    "Nós somos os pioneiros nesta tecnologia e estamos orgulhosos por nosso esforços poderem contribuir. Usamos um processo patenteado que transforma a borra de café em fios S.Café, que então produzem em muitos estilos de malhas e tecidos” Singtex.

    Com secagem rápida e proteção contra raios ultravioletas, o tecido de café tem o apoio de grandes empresas na hora de coletar a sua matéria-prima, como a Starbucks, cafeteria internacional que contribui com cerca de 400 quilos de pó usado todo mês.

    Além das peças leves e confortáveis da linha orgânica S.Café, a empresa também investe na produção de roupas com malha PET e feitas com fibra de coco. Taiwan, Estados Unidos, Japão e China são alguns dos países que já recebem mercadorias feitas com o tecido que além de ser fresco, tem um controle de odores.

    Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/novos-tecidos-conheca-a-fibra-de-cafe

    Mais infos em: http://www.singtex.com/products.aspx, http://www.scafe.com.tw/

    Leite


    A tecnologia atrelada à inventividade tem gerado bons resultados para uma vida mais sustentável. Novos produtos, novos conceitos e novas formas de gerar e gastar energia vêm movimentando o mundo e abrindo os olhos das pessoas para uma nova postura social, mais responsável, consciente e prática.

    No vestuário, não poderia ser diferente. Tecidos inteligentes, reciclados e fibras naturais chegam às prateleiras com mais frequência, mudando o olhar do consumidor para um olhar de conhecedor. Um grande exemplo foi dado pela designer Dolores Piscotta

    Manteiga, leite e queijo. O que mais pode ser feito com leite? Com criatividade e tecnologia, meias e blusas! Inacreditável? Conheça o trabalho inovador de uma designer trabalhando com tecido produzido a partir das fibras do leite de vaca.

     

    De leite, porém salgada: As blusas custam uma faixa de R$ 220,00 e deixam o tecido com um preço salgado / Foto: Divulgação

    "É quase igual ao nylon ou seda, mas é puro leite" diz Piscotta. A coleção criada pela designer tem roupas e acessórios (disponíveis para venda no site da empresa) feitos com o especial tecido, que é conseguido através de um processo químico.

    Para criar a fibra, o leite líquido é desidratado e as suas proteínas são extraídas e em seguida dissolvidas em uma solução. Para finalizar, estas proteínas são colocadas em uma máquina que as une, transformando-as em um extenso fio.

    Cerca de 100 quilos de leite desnatado são necessários para fazer 3 quilos da fibra, razão pela qual o tecido ainda não decolou. No entanto, o material tem potencial: não possui corante, permite maior respiração da pele, contém aminoácidos benéficos para quem usa e é tão confortável e elegante quanto a seda.

    Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/novos-tecidos-conheca-o-fio-de-leite

    Dica: Marlova



    Escrito por Lu Duarte às 08h14
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    Química na UFMG: sequestrador de carbono

    Estou orgulhosíssima!!! Alegre

    Meu ex-orientador na UFMG (projeto "O desenvolvimento de compósitos a base de pó de osso bovino como material alternativo sustentável aplicado ao design de jóias" - ufa, que título looongo!), Geraldo Magela de Lima, desenvolveu um sequestrador de carbono que captura até 40% desse vilão das emissões em indústrias. Um gênio!!! Tonto Lembro direitinho que na sala dele há uma folha de papel com a cara do Einstein dizendo: "If we knew what we're doing, it wouldn't be called research, would it?" O que em bom português significa: "se nós soubéssemos o que estamos fazendo, isso não seria chamado de pesquisa, seria?" Certa vez, ele me apresentou pra alguém: "essa aqui é a Luciana. Ela não sabe nada de química, mas é muito perspicaz". Foi um dos maiores elogios que eu já recebi de alguém. Bom, taí pra vcs. conhecerem o Geraldo, que além de ser muito perspicaz, sabe tudo de química! Bem humorado

    Material é capaz de impedir que CO2 produzido na indústria seja lançado na atmosfera e contribua para o aquecimento global

    Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolvem tecnologia para capturar o gás carbônico (CO2), o maior vilão do desequilíbrio climático em todo o mundo. A descoberta foi patenteada no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual e deverá ser registrada internacionalmente via PCT (Patent Corporation Treaty) até fevereiro do ano que vem.

    A equipe de pesquisadores, liderada pelos professores do Departamento de Química Geraldo Magela de Lima e Jadson Cláudio Belchior, desenvolveu um material cerâmico capaz de capturar até 40% de gás carbônico nas indústrias, provenientes da queima de combustíveis fósseis, como os derivados de petróleo e carvão.

    O material cerâmico, na forma de micropartículas, poderá ser instalado em termoelétricas, siderúrgicas, ou qualquer outra indústria, evitando que o CO2 vá para a atmosfera. Os gases provenientes da queima de combustíveis em diversos processos industriais podem passar diversas vezes pelo material cerâmico, o que significa dizer que, se as indústrias instalarem a proporção necessária, a emissão de gás carbônico pode ser nula.

    Diferentemente de algumas reações em que o CO2 poderia se decompor em carbono (C) e oxigênio (O2), com essa tecnologia, depois de passar por uma reação química, as moléculas do gás carbônico passam a fazer parte da cerâmica no estado sólido, o que possibilita sua reutilização como insumo na indústria. O dióxido de carbono ainda é pouco usado na indústria, embora possa ser aplicado na produção de plástico, ureia e outros materiais usados com fertilizantes e nas indústrias de couro, celulose e papel.

    O material cerâmico contém componentes químicos absorvedores do CO2 e expansores, além de materiais para dar consistência ao composto sólido, que pode ser manipulado de diferentes formas. Uma delas se dá por meio de esferas com 1cm de diâmetro. Para que o processo de captação do gás pelo material cerâmico ocorra, as temperaturas da queima devem variar de 100 a 800 graus. Porém, por se tratar de um segredo de patente, os pesquisadores não revelam qual a composição exata do material cerâmico.

    A primeira fase da pesquisa será encerrada em dezembro, e a próxima prevê a melhoria na eficiência do material. A meta é conseguir a absorção de até 60% do gás carbônico em uma única reação. A pesquisa prevê ainda a criação do material em escala nanométrica. Para se ter uma ideia, a escala atual para a produção do material cerâmico é microscópica, mil vezes maior do que a escala nanométrica. "Com a mudança da escala, aumenta-se a superfície de contato e, portanto deve-se aumentar a eficiência do processo de absorção do gás carbônico", afirma o Jadson.

    Tecnologia
    Manipulado na escala nanométrica, o material cerâmico permitirá a captura do gás carbônico na atmosfera. Embora os pesquisadores já tenham evidências para capturar o CO2 no ar, ainda são necessários estudos para mensurar os impactos ambientais dessa tecnologia. "A tecnologia absorve quimicamente o CO2. É um avanço, pois o material cerâmico é reciclável e o gás carbônico pode ser usado na produção de insumos. O ciclo é perfeito", afirma Geraldo Lima.

    Os pesquisadores enfatizam que não se trata exatamente de um filtro de CO2, pois ao ser incorporado à matriz sólida, o gás pode ser transformado quimicamente em insumos industriais e regenerar a cerâmica – fechando o ciclo do processo proposto. Esse é o aspecto inovador da tecnologia. A descoberta abriu a possibilidade de cooperação internacional com a Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, onde os pesquisadores usam o CO2 na produção do metanol. "A reciclagem é feita em um outro momento do processo", acrescenta Lima.

    A descoberta projeta o Brasil em âmbito internacional no desenvolvimento de tecnologias para capturar o gás carbônico. Conforme lembra André Rosa, diretor da Amatech – empresa cotitular da patente –, na Noruega, o gás carbônico é capturado e injetado em postos de petróleo e, nos Estados Unidos, estão sendo desenvolvidas árvores sintéticas, de cerca de 300 metros de altura, que fazem a absorção em estado líquido do gás.

    "Para eliminar o gás carbônico da atmosfera, o ideal é o processo natural de fotossíntese. No entanto, as árvores levam anos para atingir a maturidade. Por isso, é urgente o uso de diferentes tecnologias para capturar o gás carbônico se quisermos que a humanidade possa continuar nessa odisseia", diz, referindo-se aos riscos que o desequilíbrio climático representa para a vida na Terra.

    A primeira fase da pesquisa recebeu um investimento de R$ 420 mil da empresa Amatech, que juntamente com a UFMG é detentora da patente. Na segunda etapa, cujo convênio será assinado na quinta-feira entram como parceiros a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sects) e a Fundação Estadual de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), com investimento de R$ 2,2 milhões.

    Os pesquisadores estão com vagas abertas para estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado, com bolsas financiadas, para quem queira participar da pesquisa. A tecnologia foi desenvolvida para a indústria, uma vez que ela é a principal emissora de CO2 na atmosfera. "

    Fonte: http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/5896-ufmg-desenvolve-cermica-que-captura-gs-carbnico

    Geraldo Magela de Lima: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4785903T0

    É... se eu não estivesse trabalhando na empresa de moda ética, fazendo o que sou apaixonada, estava ainda no laboratório, vivenciando essa conquista. Às vezes, na vida, a gente só tem boas escolhas a fazer... Estou muito feliz pela turma do lab.! Apaixonado

    E, pra não dizer que eu não falei em moda, reparem só no modelito que eu usava no laboratório! Estava literalmente vestida para matar, com as luvas cheias de base! Rindo a toa


    Lembro que nesse dia, do meu aniversário, 26/11/2008, eu já tinha sido chamada pra trabalhar na Raiz da Terra, e resolvi fazer um encontro bem legal, de aniversário-despedida lá na química. Foi a primeira vez que cortei o bolo sem fazer pedido, só tinha que agradecer. Eeee nostalgia boa! (Tinha um pesquisador gringo lá, o Jimmy, que me chamava de "Green lady"...)

    Taí então, o Geraldo, que aprendeu com o Einstein!



    Escrito por Lu Duarte às 00h52
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    OFF TOPIC: Inscrições abertas para o iF Concept Award 2010

    Estão abertas as inscrições para o iF Concept Award 2010 por intermédio do programa Design Excellence Brazil (DEBrazil). Podem participar do prêmio europeu, estudantes de design, arquitetura, engenharia e marketing ou profissionais formados nessas áreas nos últimos dois anos. Este ano, os projetos devem ser inscritos nas seguintes categorias: time to market – projetos que tenham a pretensão de serem comercializados; desenho industrial; moda; comunicação/multimídia; arquitetura e design de interiores; design universal. Os participantes concorrem ainda a prêmios em dinheiro. No total são distribuídos 30 mil euros. Em 2009, o programa teve 144 inscritos e quatro brasileiros foram premiados com o selo iF Concept Award, um deles recebeu prêmio em dinheiro. Coordenado desde 2007 pelo Centro de Design Paraná, o DEBrazil é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O programa organiza a participação dos estudantes no iF Concept, oferecendo orientações e apoio no envio do material solicitado para a Alemanha.

    O regulamento do prêmio encontra-se no site www.designbrasil.org.br/debrazil.
    As inscrições devem ser feitas até o dia 15 de novembro de 2009.
    Regulamento e inscrição pelo site: www.designbrasil.org.br/debrazil
    Informações pelo telefone: (41) 3076-7332 com Juliana ou Marcela.

    Marcela Girotto
    Design Excellence Brazil
    Centro de Design Paraná
    (41) 3076.7332
    www.designbrasil.org.br/debrazil
    www.centrodedesign.org.br



    Escrito por Lu Duarte às 23h32
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    Uma mão lava a outra (e as duas lavam a cara...)

    União no setor têxtil

    De concorrentes a aliados. É assim que 10 empresários do setor têxtil de Guaranésia, Sul do estado, estão reduzindo os custos de matérias-primas. Eles conseguiram descontos de até 28% nas compras em conjunto por meio da Central de Negócios Tece Bem, que será inaugurada na próxima sexta-feira (6/11).

    A Central começou a ser implantada no ano passado, com o apoio do Sebrae-MG. Um dos resultados foi a redução do preço de um produto químico bastante utilizado na produção. Antes, cada empresário pagava, em média, R$ 2,70 por quilo do produto. Com a compra conjunta, o preço para a mesma quantidade caiu para R$ 1,70.

    Outra conquista foi a criação de um projeto de marketing para as empresas. A partir do Programa Sebrae de Design, os empresários definiram marca, missão, visão e valores das empresas. Os  resultados são medidos uma vez por mês.

    As empresas de Guaranésia fabricam panos de prato e de chão. Com os bons resultados da Central de Negócios, os empresários planejam lançar novos produtos, como sacolas ecológicas, conhecidas como ecobags.

    Resultados da Central Tece Bem

    - Antes, cada empresa pagava R$ 120,00 pelo exame de expirometria (avaliação do pulmão), exigido pelo Ministério da Saúde . Por meio da Central, as empresas ratearam o custo de um aparelho que realiza o diagnóstico, chamado espirômetro.

    - Contratação de uma única empresa de análise e tratamento de água de caldeiras, com 20% de economia.

    - Ganho de 28% na compra de Peróxido, produto químico utilizado na produção, com uma economia de R$ 18 mil para o grupo.

    - Ganho de 8 % na compra de embalagens plásticas.

    - Aumento do faturamento: de R$ 43 milhões em 2007, subiu para R$ 49,450 milhões em 2008.

    Fonte: Assessoria de Imprensa do Sebrae-MG - em 03/11/2009



    Escrito por Lu Duarte às 23h28
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    Agenda verde

    2º Simpósio Brasileiro de Design Sustentável

    quando? 05-06/11; inscrições até 05/11

    onde? Universidade Anhembi Morumbi, SP-SP

    quem vai de palestrantes? Jan Carel Diehl; Carlo Vezzoli; Cyntia Malaguti ; Rejane Spitz; Mugendi M'Rithaa; Dr Stuart C Warden; Lia Krucken; Fernanda Martins

    obs.: material gratuito disponível no site a partir de 06/11: http://portal.anhembi.br/sbds/ 

     


     

     

    Vem aí a 3ª Conferência Global sobre Sustentabilidade e Transparência da Global Reporting Initiative. O evento, considerado um dos mais importantes na área de responsabilidade social corporativa no mundo, será entre 26 e 28 de maio de 2010 em Amsterdã (Holanda), com o tema "Repense, Refaça, Relate".

    Site: http://www.amsterdamgriconference.org/



    Escrito por Lu Duarte às 14h57
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    Algodão com fibra de inox / Cotton-inox +++ Istambul Fashion Days

    Essa ecobag é da "UMA por Raquel Davidowicz", feita de algodão com fibras de inox, com aspecto amassado.

    Cotton-Inox

    Detailed product description: % 55 cotton, raw, Ne60 / 2 (product origin Turkey) % 45 Inox / 50 micron inox (product origin Germany) TPM 450, 'S'Final no: Ne 1 / 18Bobbin KG: 0, 750Offering FOB Istanbul / TurkeyStock serviceAvaliable all counts of cotton and 35 or 50 micron inox. Applications: weaving, circular knitting, knitwear, twisting.

    Fonte: http://www.himfr.com/d-p112169568306887625-Cotton_Inox/

    Fonte imagem: scaneada do livro Ecobags, da Lilian Pacce.

    Bom, taí uma resposta made in Germany e made in Turkey. Aliás, a Turquia está se fortalecendo na moda. Há pouco tempo fizeram seu primeiro Fashion Week internacional...

    Abaixo uma compilação  de matéria publicada na Ilustrada (Folha de São Paulo), em 04/09/2009, por Alcino Leite Neto e Vivian Whiteman na coluna "Última Moda".

    A Turquia saiu do armário. Um dos pólos têxteis mais importantes do mundo, o país ultrapassou os limites dos parques industriais e deu as caras na passarela com a primeira Istambul Fashion Days, a já bastante promissora semana de moda turca.

    O evento, que aconteceu em Istambul entre os dias 26 e 29 de agosto, é uma iniciativa do governo turco, em conjnto com associações do setor, para criar um núcleo de design no país - que conta com uma grande estrutura de fábricas voltadas à produção de roupas, tecidos e acessórios.

    Muitos fashionistas viciados nas grifes de Paris e Milão não sabem que peças de grifes como Armani, Dolce & Gabbana e Gucci são feitas na Turquia.

    "Somos o segundo maior fornecedor de roupas para a Europa e o quarto maior do mundo. Produzimos da fibra ao aviamento, temos mão-de-obra especializada e uma posição geográfica fantástica. Agora, com a semana de moda, queremos fortalecer a imagem do nosso design", afirma Hikmet Tanriverdi, diretor do Itkib (Istambul Textile & Apparel Exporters' Association), associação que controla as exportações do setor têxtil, responsável por 17% do total das vendas da Turquia ao exterior.

    (...)

    Algumas das 21 grifes do Istambul Fashion Days são veteranas do mercado local, caso de nomes como Gizia, Arzu Kaprol e Hakan Yildirim. Sem negar a pegada oriental, carregada de certo exagero autêntico, sensual e delicioso, esses designers e marcas mais escolados não caíram na armadilha da cópia europeizada que prejudicou grifes menos experientes, sobretudo as de moda jovem.

    Entre os looks mostrados na passarela, o ponto alto foi a grande variedade de vestidos vapororsos, feitos em sedas finíssimas e outros tecidos de encher os olhos. Frescos, elegantes e cheios de presenmça, esses looks dão pistas daquilo que o mundo pode vir a conhecer como o "estilo" da Turquia.

    Itkib: http://www.itkib.org.tr/



    Escrito por Lu Duarte às 08h25
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    O novo conceito de luxo

    Palestra “O novo conceito de luxo” por Carlos Ferreirinha, diretor da MCF Consultoria em Negócios de Luxo, ex diretor para América Latina e ex presidente no Brasil do grupo LVMH – Louis Vuitton Möet Henessy. Congresso Internacional de Decoração e Design AMIDE 2009, 16 e 17/09.

    Abaixo, segue o que transcrevi da palestra desse cara, que é um dos maiores entendedores de luxo do nosso país.


    •    O Brasil está na moda agora

    •    Zara lançou 25 coleções/ano

    •    Le Lis Blanc lançou 17 coleções/ano

    •    Influência da Moda em mobiliário, objetos, ambientes

    •    O Brasil terá de 50 a 70 escolas de design até 2013

    •    A China terá 550 escolas de design até o final de 2012

    •    Século 21 é o do design

    •    Com a crise, o luxo está se transformando

    •    Hermès está crescendo fortemente: vendeu em um dia em São Paulo o que ela tinha planejado para seis meses; no 2º dia, vendeu metade que no 1º

    •    Democratização definitiva do consumo >> aumento significativo da renda real >> surgiram novos desejos >> mercados para satisfazer estes desejos

    •    A quantidade de milionários que o mundo produziu nos últimos 15 anos foi a mesma que nos últimos 100 anos

    •    A atividade do luxo cresce, internacionaliza, se profissionaliza... >> a gestão do luxo >> influência direta no mercado

    •    No Brasil, poucas empresas chegam aos 15, 30, 50 anos

    •    A Baccaratt completa 300 anos

    •    A era da “Premiunização”: o Premium entra no cotidiano

    •    Todos os produtos são Premium: “coleção salaminho ouro” da Perdigão;  coleção vem de moda, ouro vem de joalheria, mas salaminho é bem popular. Ou seja, se até a Perdigão está tornando seu produto Premium, imagine nós, designers, o que temos a fazer e o potencial que temos para tanto!

    •    O Brasil não é de toillet, de tradição perfumista

    •    No Brasil, paga-se 28% a mais num carro que tem a sensação de carro de aventura, mas que, de fato, tem o mesmo motor, o chassi mais alto e o step para fora, tendo por nome Crossfox, Doblô Adventure e Qualquer Coisa Adventure

    •    Uma das maiores barreiras: dialogar (comercialmente) com a 3ª idade >> a expectativa de vida aumentou

    •    Crianças e adolescentes influenciam os pais nas compras que os mesmos (pais) fazem >> envolver crianças na loja aumenta vendas

    •    [Tema para estudo: gestão do luxo com sustentabilidade]

    •    Nossas eras eram pautadas em: produto, serviço, mercado, busca da qualidade total

    •    Hoje, a era é: excelência e experiência

    •    Poder experimentar uma nova relação com algo: Era das Experiências

    •    Veja comercial da AQultis: máquina de lavar com propaganda de fundo do mar: não menciona aspectos técnicos



    •    Nós não sentimos mais falta das informações técnicas, óbvias

    •    Quem já tem qualidade, começa a despertar sensações no consumidor

    •    Era da Transformação: a tomada da decisão sai da necessidade para o desejo; o luxo com escola de gestão contemporânea

    •    Faturamento do mercado de luxo no Brasil em 2008: US$ 5,98 bilhões

    •    Produtos e serviços suprem necessidades! Experiências suprem desejos!

    •    14% da população brasileira consomem nas Casas Bahia, que é o maior case varejista no mundo

    •    Acredita-se que o cliente não é mais fiel, mas que ele prefira um produto/serviço >> decisão emocional diante de tantas boas opções

    •    Novos mercados + novas oportunidades que demandam novas competências

    •    Não há mais possibilidade de estudar tendências para daqui 5 anos

    •    Diversificação cultural

    •    Modernidade nos ambientes eletrônicos

    •    Serviços que enaltecem praticidade e comodidade

    •    A alteração dos valores e hábitos do consumo: valores intrínsecos > > valores aspiracionais >> valores pessoais

    •    Novos consumidores: comportamento é mais importante que a renda; potencial de consumo

    •    Nova vertente de mercado: personalização, customização, indidualização

    •    Quando a Vogue põe a Michelle Obama na capa, ela diz que a beleza é outra, mudou

    •    Design: (...) o equilíbrio perfeito entre estética e funcionalidade (...); individualização; bem-estar; a feminização do público masculino (o homem voltou a consumir; os vendedores estão habituados a vender para mulheres); compromisso ambiental/sustentabilidade; conexões emocionais; “slow down” – tempo

    •    O ambiente casa: resgate de vivência em casa; humanização dos ambientes

    •    Momento para o genuíno, as verdades, as histórias bem contadas ou criadas dos pequenos segredos bem guardados

    •    Consumatore: termo italiano; o consumidor como protagonista

    •    Luxo produto X LUXO SERVIÇO

          o    Design como experiência própria
          o    Democratização do luxo
          o    Überluxe
          o    Responsabilidade social
          o    Experiência – conexões emocionais
          o    “sharing” (uso compartilhado): clube de usuários de Ferrari
          o    On line e tecnologia
          o    Serviços
          o    Percepção de custos
          o    Engajamento: ajuda participativa
          o    Inovação contínua
          o    Possibilidade de surpreender
          o    “artesanal” (no sentido de feito à mão, não de rústico)
          o    Raro, único, exclusivo


    •    Precisamos ganhar habilidades para trabalhar com o intangível, manipular os SIGNOS.


    •    Precisamos transformar produtos e serviços em DESEJOS.



    Escrito por Lu Duarte às 11h36
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    Diário de bordo: estilista e/ou fashion designer

    Taí, eu no showroom da empresa, a Raiz da Terra, num momento de reflexo, de imagerie, do prazer e da necessidade de se ver por fora, ver pura aparência. Sair de si mesmo como forma de chegar a saber quem é, parafraseando José Saramago em "O conto da ilha deconhecida" - "se não sais de ti, não chegas a saber quem és". Aí estou do lado de dentro da imagem. A aparência como caminho para chegar na essência. Moda.


    Na 6ª feira passada, foi feita uma reunião na empresa e fui apresentada como estilista. Achei que fosse encontrar mais resistência ("nova, sem experiência, cabeça nas nuvens, caipira", etc.), mas até que nem tanto... Mas é uma responsa e tanto! Só agora to vendo onde me meti. Como me disse certo estilista renomado daqui: "ai, te jogaram nessa lama!" ehehe
    O fato é que, na minha gestão de estilista, serei uma
    péssima estilista e uma ótima designer de moda. Estou analisando e estudando os métodos de Desenvolvimento de Produto (área do Design de Produto e da Engenharia de Produção) e do Planejamento e Desenvolvimento de Coleção (área do Design de Moda e do Estilismo). Estou fazendo uma amálgama das duas coisas, e em breve devo postar essa salada de frutas... As coisas se complementam: o método do Design de Produto é fundamental ao melhor embasamento de um Desenvolvimento de Coleção. E bem, como reza o mestre Guimarães Rosa, "sei de quase nada, mas desonfio de tudo", desconfio que a conexão entre as duas áreas esteja no Emotional Design, assunto que o nosso papa brasileiro da Ergonomia, Itiro Iida, vem estudando com afinco nos últimos anos.
    Sobretudo, tenho que ter muito
    tato com as pessoas, pois não adianta eu propor produto nenhum se a equipe não acreditar nem no que está fazendo (o produto), muito menos em quem está propondo (a famigerada estilista).  E tato, só se aprende tateando. Ou, já dizia Carlos Drummond de Andrade, "amar só se aprende amando".

    Raiz da Terra: http://www.raizdaterra.com



    Escrito por Lu Duarte às 00h47
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    Luxo, Amazônia, neoclassicismo e moda

    O LUXO E A AMAZÔNIA

    Há tempos me pergunto qual o motivo que ainda não temos marcas Brasileiras de prestígio mundial com o tempero do nosso mais estimado e desejado produto: AMAZÔNIA. O mundo quer acessar esta região do nosso País. O efeito que este nome exerce em todas as pessoas e em todas as partes do mundo, é fenomenal. Imaginem cosméticos, frutas, alimentos em geral, perfumaria, acessórios... todos pegando carona na surpreendente diversidade cultural desta região do Brasil... encantamento, sedução, curiosidade... aspectos necessários para a construção de marcas. Definitivamente, ainda temos um caminho de enormes possibilidades e oportunidades.

    A Amazônia da Zona Franca de Manaus e do espetacular festival de Parintis porém, deixou de ser somente uma região de início ou final do Brasil. O desenvolvimento visto nos últimos anos, além de superar expectativas, já surpreende também por se movimentar na área do consumo do Luxo e Premium. Restaurantes, cafeterias, incorporações imobiliárias, revistas especializadas e hotéis já planejam a abertura de operações ou há o movimento de renovação do que já existe no mercado, pautado a partir da perspectiva do Luxo. Vale ainda considerar a informação divulgada pela empresa JHSF, responsável pelo admirável projeto Cidade Jardim em São Paulo, sobre a abertura do primeiro Shopping de Luxo a ser aberto na região Norte do Brasil... Manaus. O Ariaú Amazon Towers já foi incluído na lista dos 10 hoteis mais invulgares de luxo do mundo mas há também o Jungle Palace, o Anavilhanas Jungle Lodge, o Acajatuba Jungle Lodge e a Pousada Uacari. Exercícios determinantes para posicionar a Amazônia com um destino importante para o Turismo de Luxo no mundo.

    Em resposta ao crescimento internacional de turismo de aventura e ecológico, pousadas vêm surgindo em toda a região, nos últimos quatro ou cinco anos. E o número de hotéis deve crescer ainda mais. O mais ambicioso é um complexo de 102 quartos que está em construção na estrada para Novo Airão, pelo grupo hoteleiro francês Accor. O empreendimento será o primeiro hotel de uma cadeia de luxo internacional localizado efetivamente na selva; o grupo Hilton também anunciou planos para construir um complexo de lazer ecológico de 196 quartos perto de Novo Airão. Empreendimentos como estes, irrigam a possibilidade de uma série de outros. Será natural o desdobramento em gastronomia, carros, residências, serviços em geral. Crescimento! E ainda temos na Amazônia a imensidão da água, favorecendo uma ilimitada oportunidade para atividades marítimas ou aquáticas. Quem sabe um dia a Amazônia abrigará uma filial da cidade aquática que está sendo inaugurada em Dubai?

    O rio Amazonas já está recebendo navios de luxo, como aqueles tradicionais que fazem cruzeiros no Caribe desde o impressionante Royal Princess até o de navegação incluiu a visita à Floresta Amazônica em roteiros que se iniciam no Caribe, nos Estados Unidos ou na Europa. Cruzeiros de luxo freqüentam a Amazônia há tempos mas, o número de visitantes tem se multiplicado. A chegada desta classe turística é uma boa notícia para o turismo na Amazônia. Há uma percepção que o Caribe se encontra saturado, com isso ganha o Brasil.

    A atividade e o consumo do Luxo cresce no mundo... cresce no Brasil... e agora também cresce na Amazônia.

    Novos tempos!


    Carlos Ferreirinha – Diretor Presidente da MCF Consultoria & Conhecimento especializada no Negócio do Luxo e Premium – www.mcfconsultoria.com.br, com atuação no Brasil e América do Sul.

    Fonte: http://www.mcfconsultoria.com.br/material/artigoAmazonia.pdf

    Abaixo, uma imagem do Teatro Amazonas, "marco zero" da instituição do luxo no Amazonas. Vamos lembrar da época gloriosa do ouro branco, como era conhecida a borracha...

    Esse prédio é neoclássico (pertencente ao ecletismo historicista), bem à moda de boa parte dos prédios em Belo Horizonte, que adoro observar... Lembro de um amigo brasiliense, me levando pra conhecer Brasília e apresentando os prédios de Niemeyer, bem como os seguidores de sua arquitetura, até que chegamos ao "Pontão do Lago Sul", um lugar fino. E meu amigo disse sobre essa arquitetura neoclássica: "isso aí é uma cagada arquitetônica que fizeram". Lógico, pois não tem base o neoclassicismo em Brasília, que não viveu essa época. O curioso é que o neoclassicismo, essa coisa neo-burguesa à la Daslu, é uma praga, uma erva-daninha que se alastra em nossos tempos atuais como um símbolo de status, de luxo.

    Mas, vamos pensar em como podemos trazer a identidade Amazônica e o conceito dessa floresta tropical biodiversa para a concepção de um produto de moda genuinamente brasileiro e dentro do conceito de luxo. (Ufa! que parágrafo extenso!). Bem, eu vejo duas possibilidades no desenvolvimento desse produto luxuoso de moda e emblemático do "conceito Amazonas":

    • o caminho do handmade, feito à mão, exclusivo, único, artesanal, raro; 
    • o caminho do tecnológico, do virtual viabilizando o mundo real, facilidades de acesso por meio da tecnologia.

    Naturalmente, os dois caminhos podem coexistir. Acho que o tecido Amazontex, que usamos lá na empresa, a Raiz da Terra, é simbólico disso. Claro que estou falando apenas de uma matéria-prima; nós todos sabemos do couro vegetal (essa balela...), de roupas que captam raios solares em energia, dentre outros diamantes e cascalhos. No mais, a Amazônia em si é um luxo pelos seus aspectos imateriais (de cultura indígena, etc.) e materiais, como a água e toda a biodiversidade pouco conhecida.

    Malha elaborada com fios naturais e refinados, associados ao acabamento Amazontex, que tem como base a manteiga extraída das sementes do Cupuaçu. Possui um toque muito macio, é antialérgico e trata e protege a pele contra os raios nocivos do sol.



    Escrito por Lu Duarte às 00h10
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    Agenda em BH

    Minas Trend Preview: 4 a 7 de novembro, http://www.fiemg.org.br/Default.aspx?alias=www.fiemg.org.br/mtp

    O "Preview", como é carinhosamente chamado o evento entre a turma fashion, é uma espécie mineira de SPFW, mas num calendário de cruise collection. Esse ano, eu vou.

    Design & Identidade: 20 de novembro, na Escola de Design da UEMG.

    Em breve, maiores informações. Aguardem!

    5º Seminário de Educação Ambiental: 27 e 28 de novembro, http://www.ed.uemg.br/outros/eventos/5-seminario-educacao-ambiental

    A cada edição, fica melhor o formato do evento. Nesta, podemos enviar pôster. Novamente, irei.



    Escrito por Lu Duarte às 05h30
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    Privalia

    Excelente dica que uma amiga minha acabou de passar! 

    Trata-se do site Privalia, um Clube Privado online que organiza, em exclusividade para seus sócios, vendas pontuais de produtos de primeiras marcas de moda, esporte, acessórios, lar, etc. com descontos de até 70% em relação aos preços das lojas. Mas só vale o acesso por "apadrinhamento", o "QI de quem indicou".

    Privalia: http://br.privalia.com/static/whoweare



    Escrito por Lu Duarte às 02h52
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    Curso de história da moda



    Escrito por Lu Duarte às 07h45
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    Pra quem acredita em ética made in China...

    Best practices in factory training in China: Contributing to more worker participation in the improvement of working conditions

    http://fairwear.nl/images%20site/File/Bibliotheek/Overige/FWF%20-%20factory%20training%20paper%20-%20september%202009.pdf



    Escrito por Lu Duarte às 15h38
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